sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O LADO POSITIVO DO VIDEOGAME NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E FÍSICO

Professor Dr. Emílio Takase

Nos 10 últimos anos, várias pesquisas foram realizadas sobre o videogame. De um lado, os resultados sugerem que os videogames violentos têm efeitos nocivos no desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças/adolescentes. De outro lado, os videogames não violentos indicam os benefícios para saúde e educação, onde já observamos adesões ao uso de videogames para a reabilitação e o desenvolvimento cognitivo.

Um ponto é inegável: o videogame influencia emocionalmente, cognitivamente e socialmente a vida das pessoas, principalmente no desenvolvimento cerebral das crianças/adolescentes. Outro dado interessante é a participação cada vez maior do público feminino na utilização de videogames, mas não em videogames violentos.

Como venho falando, é importante levarmos em consideração a maturação cerebral, pois os avanços nas pesquisas científicas sobre a neuroplasticidade é um fato, ou seja, a estimulação mental pode modificar significativamente a configuração neural: a educação cerebral adequada é muito importante durante o desenvolvimento infantil. Estas pesquisas mostram que há mudanças significativas nas terminações nervosas, mudando de forma e contribuindo na comunicação entre si com maior eficácia. Logo, através de videogames cognitivos é possível melhorar o desempenho cognitivo.



O videogame também pode ser um aliado para melhorar a concentração (atenção: foco interno e externo), nas estratégias de aprendizagem, no controle da ansiedade, entre outras habilidades cognitivas e emocionais de atletas. Tudo dependerá de como o videogame será utilizado pelo usuário e/ou técnico/educador/psicólogo do esporte. Por exemplo, um estudo publicado em uma das revistas científicas mais conceituadas, a Nature de maio de 2003, mostrou que os novatos no videogame melhoraram a atenção visual após 10 dias de treino (Green & Bavelier, 2003). Além disso, o estudo mostrou que os usuários aumentaram a capacidade de orientação espacial e resolução temporal.


Existem outros meios de jogar, diferentes dos tão conhecidos mouse, teclado e joystick. Em 2001, foi lançado pela Konami o Dance Dance Revolution (DDR) um game que pode melhorar a atenção visual e coordenação motora (Thompson, 2002). O DDR é um tapete onde estão as setas (esquerda, direita, para cima e para baixo) e o usuário aciona a direção das setas com os pés, como é feito com as mãos, no teclado. Os atletas podem se beneficiar desse modelo de videogame e melhorar no desempenho cognitivo (visão esportiva) e na psicomotricidade (coordenação psico-motora). Já para as crianças obesas, pode ser um meio motivador para iniciarem uma atividade física.

Assim, cada vez mais os videogames, quando bem utilizados por pessoas que conheçam o funcionamento do cérebro, podem contribuir positivamente para as áreas de saúde, educação e esporte. Os psicólogos esportivos que forem utilizar o videogame como meio de elevação do desempenho mental de atletas devem considerar como fundamental o conhecimento na Ciência do Cérebro.



Referência Bibliográfica

Fonte do Estudo (Figura1): http://www.loni.ucla.edu/%7Ethompson/DEVEL/PNASDevel04.pdf

C. Shawn Green, Daphne Bavelier. Action video game modifies visual selective attention. Nature, 423: 534 - 537 (29 May 2003). http://www.med.upenn.edu/ins/Journal%20Club/Fall%202006/Bavelier,%20Dauphnie/GreenandBavelier_Ltrs_to_Nature.pdf

Thompson, A. J. Is it REALLY a "Revolution?". http://www.adamjthompson.com/thought/DDR.html, (2002).

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Educação física ganha status de 'matéria nobre'

Por Nuno Cobra

Considerada durante muito tempo um apêndice no cotidiano escolar, a Educação Física ganha fôlego e marca importante território no currículo das escolas de ponta, na rede privada em São Paulo (SP). Isto porque o professor dessa disciplina tem um papel importante como elo entre o corpo e a cabeça dos alunos.

Há 40 anos falo sobre a importância desse elo. Cérebro e músculo não podem ser separados. O cérebro se pronuncia através do músculo e o músculo interage com o cérebro. Quando você melhora seu consumo máximo de oxigênio, ou seja, a quantidade de sangue que passa no coração por minuto, você abastece com mais nutrientes e oxigênio todas as células de seus órgãos vitais, inclusive o cérebro, que se torna mais rápido, lúcido e afiado em relação às respostas. Então a natureza do homem é chegar ao cérebro pelo músculo e vice-versa.

Mas falar desse elo ainda é pouco. Outra fator essencial para a valorização da Educação Física nas escolas é o desenvolvimento do lado emocional dos alunos.

Este desenvolvimento emocional será a base do seu sucesso no futuro. Sendo o ser humano um verdadeiro animal emocional, o controle e desenvolvimento desta força emocional será fundamental para que ele consiga ser bem sucedido e principalmente feliz.

Corpo emocional = disciplina e auto-imposição

O simples fato de a criança se envolver em algo que a entusiasme, faz com que ela passe a se exigir e a se obrigar a uma disciplina de envolvimento com o seu corpo, onde ela tem que se impor novas atitudes, tipo: ir para cama mais cedo, alimentação adequada e imposição de exercícios de ginástica, que a tornará mais hábil em relação aos outros. Quando ela impõe ações com o objetivo de melhorar sua performance e não ficar sedentária, desenvolve seu corpo emocional.

Caso contrário, na vida adulta ficará com debilidade emocional. Ou seja, sabe o que é preciso fazer para ter melhor qualidade de vida, mas não consegue implementar essas atitudes e sabe que a doença é fruto da determinação de não fazer nada. Muita gente sabe que está no caminho errado, mas não consegue mudar porque possui um fraco corpo emocional.

Quando recebo um empresário no meu escritório e passo a ele meu método de condicionamento físico, sugiro que comece caminhando por 25 minutos, isto exigirá um sólido corpo emocional para que ele se imponha esse novo hábito. Ao iniciar essa caminhada, uma série de hormônios estimulantes como adrenalina e endorfina serão derramados na corrente circulatória e quando tiver no auge da caminhada aos 25 minutos, terá que interromper. Em suma, o corpo emocional o ajuda a lutar para caminhar e a lutar para encerrar a caminhada.

Criança não leva só a cabeça para as aulas e nem só o corpo para as quadras

É impossível separar quadra e sala de aula. Isto porque todo movimento implica numa ação direta do nosso cérebro, coordenando dezenas de músculos e sinergias musculares para que o movimento seja perfeito. Esta exigência do nosso cérebro realizada pelos movimentos complexos, vão promover não só o aumento de neurônios como também o aumento da rede de ligações interneurais, melhorando a inteligência.

Fora os efeitos no próprio corpo físico melhorando a eficiência cardiovascular, que dará a esse jovem mais sustentação física para abrigar as futuras competições da vida. Enfim, ginásticas, jogos e esportes vão assim deixá-los mais aptos nos aspectos físico, mental e emocional para atingir uma vida plena.

Aula de sociedade

A educação física é o elemento mais dinâmico que a escola possui para educar crianças e jovens, formando seu caráter e desenvolvendo sua personalidade, já que as outras matérias visam preparar os jovens para o mercado.

O jogo esportivo é uma verdadeira aula de sociedade. A criança ou jovem ali envolvido, está naquela efervescência de atitudes e comportamentos, desenvolvendo no âmago da sua alma, de maneira concreta e matemática, atitudes de respeito ao adversário, de interação e de relacionamento com seus companheiros, sempre obrigados a seguir normas e regras para que o próprio jogo possa ser desenvolvido.

Eles estão, sem perceber, sendo preparados para uma vida em harmonia na futura sociedade com seus regulamentos e leis.


Nuno Cobra é formado pela Escola de Educação Física de São Carlos e pós-graduado pela Universidade de São Paulo. Foi preparador físico de Ayrton Senna, Mika Hakkinen, Rubens Barrichello, Abílio Diniz entre outros. É autor do best-seller A Semente da Vitória

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

QUEBRANDO PARADÍGMAS: BALÉ TRAZ MAIS BENEFÍCIOS QUE A NATAÇÃO

Responda rápido: qual é o esporte mais completo que existe? Se quiser a ajuda do Google, levará 0,25 segundo para receber a resposta. Em média, sete em cada dez páginas da internet apontam a natação.Na verdade, todos respondem que é a natação, será?

Parece óbvio, mas uma pesquisa recente mostrou que, na comparação entre a natação e o balé clássico, este apresenta melhores resultados em sete de dez medidas de condicionamento físico. A conclusão é de um trabalho conduzido por Tim Watson, professor de fisioterapia da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido. Ele comparou o condicionamento e o desempenho de membros do Royal Ballet com o de nadadores da seleção olímpica britânica.

A maior surpresa foi no teste que mediu a força de empunhadura (força da mão ao agarrar um objeto), em que os bailarinos se mostraram cerca de 21% mais fortes do que os nadadores. Os praticantes de balé também obtiveram melhores resultados nos testes de flexibilidade e equilíbrio corporal (parado ou em movimento), o que já era esperado.

Os outros quesitos em que os bailarinos se saíram melhor foram salto à distância, salto em altura, porcentagem de gordura corporal e equilíbrio psicológico. Os nadadores ficaram à frente nos aspectos resistência, força nos músculos anteriores e posteriores das coxas e índice de massa corporal.

A pesquisa britânica foi feita com profissionais, mas pode servir para atletas amadores com uma queda para a dança.

Acredito, que por ser o balé um esporte tipicamente BIOOPERACIONAL E A NATAÇAÕ DE CARATER BIOESTRUTURAL, tenha se encontrado estas respostas.
M. A.
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Medicamento para a atenção ajuda a reter a memória

Droga receitada para criança hiperativa aumentou taxa de lembrança em experimento com adultos de diversas idades

Memorização de fatos banais cai a partir dos 40 anos, mas cientista diz que mudança pode ser sinal de uma vantagem cognitiva

Um experimento que investigou a deterioração da memória ao longo do envelhecimento mostrou que uma droga usada para tratar déficit de atenção em crianças hiperativas pode aumentar a taxa de lembrança em pessoas de todas as idades. O metilfenidato -conhecido pelo nome comercial ritalina- fez com que pessoas de todas as idades tivessem pontuação melhor em testes de memória, afirmam pesquisadores da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).
O objetivo primário do experimento relatado em estudo na revista "PNAS" (www.pnas.org), porém, não era sugerir o uso de drogas para melhorar o desempenho cognitivo, e sim investigar os mecanismos neurológicos envolvidos na memorização. A descoberta que os cientistas descrevem é que o desempenho de adultos para reter memória só tem declínio quando são consideradas informações "incidentais".
Comparada a uma pessoa de 25 anos, por exemplo, outra de 45 anos tem mais dificuldade para lembrar a que filmes assistiu na TV na semana passada. Usando familiares "infiltrados" na casa dos voluntários da pesquisa, os neurocientistas Iván Izquierdo e Martín Cammarota conseguiram comprovar isso.
Essa diferença poderia ser explicada apenas pelo fato de que adultos mais velhos acumulam mais responsabilidades e precisam lidar com mais informação. O uso da ritalina, porém, fez com que o desempenho dos adultos mais velhos melhorasse nos testes, mostrando que a teoria da "cabeça cheia" não é 100% válida. Há um claro componente biológico envolvido no processo, afirmam os cientistas, que deram a droga apenas a voluntários que já a haviam tomado no passado.

Besteiras deletadas
Izquierdo, porém, explica que a dificuldade para reter memórias incidentais não é um sinal de deterioração mental e pode até estar ligada a características que conferem vantagem a pessoas acima dos 40.
"Nós não incentivamos [o uso dessa droga] e, pelo contrário, estamos dizendo claramente que essa perda de memória não necessariamente deve ser tratada", disse o neurocientista em entrevista à Folha. "Pode ser que essa persistência limitada da memória seja útil, porque então nós não enchemos a cabeça de besteiras -como os filmes de TV da semana passada- e passamos a nos lembrar mais das coisas importantes."
Um segundo teste conduzido pelos pesquisadores foi diferente, e pediu aos voluntários para memorizar um pequeno texto em vez de espioná-los no sofá de casa. O desempenho dos adultos de 41 a 50 anos foi praticamente o mesmo dos voluntários de 16 a 40, em provas aplicadas dois e sete dias após a leitura. Para esse tipo de memória "formal", dizem os cientistas, não ocorre declínio significativo com a idade.

Pílula do estudo
O uso da ritalina, porém, melhorou o desempenho de todos os voluntários no teste.
Segundo Cammarota, isso mostra que a persistência de uma memória pode ser manipulada após a sua aquisição, com drogas que promovam a dopamina, um transmissor de impulsos nervosos no cérebro. "A administração de ritalina 12 horas depois das circunstâncias a serem lembradas melhorou tanto as memórias dependentes da idade [incidentais] quanto as independentes", diz.
Intelectuais dos EUA relatam que já há universitários e pesquisadores saudáveis consumindo ritalina para melhorar a atenção nos estudos. Izquierdo diz não saber se os resultados de seu trabalho vão incentivar o uso da droga também no período pós-12 horas, quando a memória ainda se consolida.
"Não acho uma boa idéia", diz. "Drogas usadas de forma crônica podem ter conseqüências secundárias sérias e, se uma droga requer receita para um tratamento em particular, é para isso que deve ser usada."

BREVE FICHAMENTO SOBRE FOCO DE ATENÇÃO

Compreendendo os Mecanismos Atencionais

Ricardo Franco de Lima

Psicólogo formado pela Universidade São Francisco - Itatiba/ SP. Aprimoramento em Psicologia Clínica aplicada à Neurologia Infantil - UNICAMP/ SP - Brasil.


A atenção é uma função crucial que permite a interação eficaz do indivíduo com o seu ambiente, além de subsidiar a organização dos processos mentais. Com a atenção, nós podemos selecionar qual estímulo será analisado em detalhes e qual será levado em consideração para guiar nosso comportamento. Avanços recentes nos estudos usando métodos de neuroimagem e outras medidas neurobiológicas têm permitido a investigação dos mecanismos específicos do sistema cerebral de atenção.
1. Definição e tipos
Desde 1890, o caráter seletivo dos processos psíquicos é exposto de maneira bastante objetiva por William James (citado por Kandel, 1997:323):
“Milhões de itens (...) são apresentados aos meus sentidos e nunca entram propriamente na minha consciência. Por quê? Porque não têm interesse para mim. Minha experiência é aquilo que eu concordo em prestar atenção (...). Todos sabem o que é a atenção. É a tomada de posse pela mente, de forma clara e vívida, de um dentre o que parecem ser vários objetos possíveis simultâneos ou linha de pensamento. A focalização, a concentração da consciência são sua essência. Esta implica, a abstenção de algumas coisas para poder lidar eficazmente com outras.”
Três importantes características da atenção são expressas por William James neste relato: a) a possibilidade de se exercer um controle voluntário da atenção; b) inabilidade em atender diversos estímulos ao mesmo tempo, ou seja, o caráter seletivo e focalização; c) capacidade limitada do processamento atencional.
A atenção pode ser definida como a capacidade do indivíduo responder predominantemente os estímulos que lhe são significativos em detrimento de outros. Nesse processo, o sistema nervoso é capaz de manter um contato seletivo com as informações que chegam através dos orgãos sensoriais, dirigindo a atenção para aqueles que são comportamentalmente relevantes e garantindo uma interação eficaz como meio (Brandão, 1995). Desse modo, a atenção está relacionada ao processamento preferencial de determinadas informações sensoriais (Bear, Connors & Paradiso, 2002). Aquilo que nós percebemos depende diretamente de onde estamos dirigindo a nossa atenção. O ato de prestar atenção, independente da modalidade sensorial, aumenta a sensibilidade perceptual para a discriminação do alvo, além de reduzir a interferência causada por estímulos distratores (Pessoa, Kastner & Ungerleider, 2003).

Cherry (citado por Eysenck & Keane, 1994) desenvolveu a teoria da atenção auditiva focalizada. De acordo com a teoria, um indivíduo é capaz de selecionar e atender predominantemente apenas os estímulos que tem interesse, ignorando os demais que não são processados. Broadbent (citado por Gazzaniga e colaboradores, 1998) definiu com a teoria do filtro que os indivíduos possuem uma capacidade limitada de atenção, na qual somente os estímulos relevantes são atendidos ou processados. O sistema atencional atua como um filtro que “abre” para as informações a serem atendidas e “fecha” para as ignoradas. Assim, os estímulos não atendidos são rejeitados nos estágios iniciais do processamento das informações. Porém, Von Wright e colaboradores (citado por Eysenck & Keane, 1994) verificaram em seus experimentos com atenção auditiva que havia uma espécie processamento inconsciente das informações não atendidas, de modo que o filtro definido pelas teorias anteriores não excluiriam absolutamente tais estímulos. Essa posição também foi defendida por Treisman (citado por Gazzaniga e colaboradores, 1998). De acordo com a autora, a análise dos estímulos não atendidos pelo indivíduo é atenuada ou reduzida. Esse processo de atenuação seria um mecanismo utilizado pelo sistema atencional para reduzir a interferência que os estímulos irrelevantes produzem no processamento dos estímulos que estamos atendendo.
O estabelecimento do foco de atenção possui um valor adaptativo, na medida em que discriminamos os estímulos que são relevantes dos irrelevantes e os direcionamos seletivamente aos recursos limitados de processamento das informações de nosso encéfalo (Bear e colaboradores, 2002). Mesmo que pudéssemos processar todas as informações que chegam ao nosso encéfalo, há uma vantagem no desempenho das tarefas quando estas são processadas de maneira seqüencial.
Vários fatores podem influenciar a atenção, como o contexto no qual o indivíduo está inserido, as características dos estímulos, expectativa, motivação, relevância da tarefa desempenhada, estado emocional, experiências anteriores (Davidoff, 1983; Cortese, Mattos & Bueno, 1999).
Segundo Del Nero (1997:295):
“Um determinado nível de alerta é fundamental para que haja condição de se pensar em atenção. Esse nível, também considerado vigília plena, é o que mantém o cérebro em constante preparo para desempenhar suas funções, recrutando para seu funcionamento uma complexa orquestração de subsistemas que vão desde o tronco cerebral até o córtex. (...). O estar desperto depende tanto de um processo de tonificação de diversos departamentos cerebrais, quanto de um determinado mecanismo cortical responsável pela seleção de objetos de atenção e interesse. Há, então, dois mecanismos em jogo: o ascendente, que mantém o sistema apto a oferecer os candidatos à atenção, e o cortical, que os seleciona, tal fosse foco móvel sobre protagonistas no palco.”
A capacidade de detectar seletivamente os estímulos pode ocorrer para as diferentes modalidades sensoriais. Por exemplo, no sistema visual, a atenção capacita-nos a nos concentrar em um objeto no meio de muitos outros presentes em nosso campo visual (Bear e colaboradores, 2002). Na modalidade auditiva, um exemplo que ficou muito conhecido foi chamado de "coktail party effect"(efeito coquetel) estudado por Cherry (citado por Eysenck & Keane, 1994). Esse efeito descreve as maneira pelas quais um indivíduo pode atender apenas uma voz e conversar com um amigo, em meio à uma variedade de sons e ruídos, como ocorre por exemplo em uma festa (idem).
Considerando o caráter multifatorial da atenção, os autores costumam dividi-la sob diferentes pontos de vista. Com relação à sua natureza/origem, a atenção pode ser dividida em voluntária ou involuntária (Dalgalarrondo, 2000).
A atenção voluntária envolve a seleção ativa e deliberada do indivíduo em uma determinada atividade, ou seja, está diretamente ligada às motivações, interesses e expectativas (Dalgalarrondo, 2000). Segundo Macar (2001), a atenção voluntária é mediada pelo processamento controlado das informações, no qual os efeitos facilitadores da tarefa desempenhada são acompanhados pelos efeitos inibidores sobre as atividades concorrentes. Desse modo, se atentamos à uma modalidade (exemplo: leitura), outras modalidades podem ficar inibidas (exemplo: insensíveis aos sons que chegam) (Bear e colaboradores, 2002).
A atenção involuntária é suscitada pelas características dos estímulos, ou seja, ocorre diante de eventos inesperados no ambiente e o indivíduo não é agente de escolha da sua atenção. Algumas características dos estímulos que "chamam" nossa atenção são: intensidade, tamanho, cor, novidade, movimento, incongruência e a repetição (Brasil, 1984). É um tipo de atenção mediada por processamento automático das informações e não requer controle consciente do indivíduo e funcionar para diferentes atividades (Macar, 2001). Este tipo de atenção está intimamente ligado à reação de orientação na qual o indivíduo movimenta os olhos e a cabeça em direção ao estímulo de modo a permitir condições de processamento (Brandão, 1995).
Outra subdivisão da atenção é baseada na maneira como ela á operacionalizada: seletiva, sustentada, alternada e dividida. A atenção seletiva é definida como a capacidade do indivíduo privilegiar determinados estímulos em detrimento de outros, ou seja, está ligada ao mecanismo básico que subsidia o mecanismo atencional. A atenção sustentada descreve a capacidade de o indivíduo manter o foco atencional em determinado estímulo ou seqüência de estímulos durante um período de tempo para o desempenho de uma tarefa (Dalgalarrondo, 2000; Sarter, Givens & Bruno, 2001). A atenção alternada é a capacidade do indivíduo em alternar o foco atencional, ou seja desengajar o foco de um estímulo e engajar em outro. A atenção também pode ser dividida para o desempenho de duas tarefas simultâmeamente. Um exemplo comum deste tipo de atenção é conversar enquanto executa outra tarefa. Os estudos com esse tipo de atenção indicam que para a divisão da atenção, uma das informações deve estar sendo mediada pelo processamento automático enquanto a outra, por meio de esforço cognitivo (processamento controlado). Assim, ao contrário do que podemos pensar, ouvir música e estudar é um exemplo de atenção alternada e não de atenção dividida.

sábado, 22 de novembro de 2008

COM A PALAVRA O PROFESSOR NILO TERRA:

Parabéns ao prof Anderson pelo artigo e ao prof Marcos pelo Blog. Sua missão, enquanto divulgador da produção científica em Motricidade Humana é de fundamental importância.Muito boa esta revisão sobre TR. O prof Anderson se revelou um grande pesquisador...
Sou suspeito para falar. Gosto muito deste trabalho com Imagética e Música. Parabéns, novamente.

ARTIGO ( INTRODUÇÃO E CONCLUSÃO)

EFEITOS DA IMAGÉTICA, ESTIMULAÇÃO FÓTICA-AUDITIVA E MÚSICA NA MELHORA DO ARREMESSO DE LANCE LIVRE NO BASQUETEBOL.

MARCOS WELLINGTON SALES DE ALMEIDA
Universidade Castelo Branco – LABNEU II, Rio de Janeiro/RJ – Brasil.
mwsa2006@uol.com.br

VERNON FURTADO DA SILVA, PH.D
Universidade Castelo Branco – LABNEU II, Rio de Janeiro/RJ – Brasil.
vernonfurtado2005@yahoo.com.br


LABNEU / UCB-RJ
INTRODUÇÃO
O ser humano sobreviveu a todas as intempéries da vida graças a sua grande capacidade de adaptação. Desde a pré-história, quando foi necessária uma grande aprendizagem para sobreviver num ambiente inóspito, até os dias de hoje, quando ainda é necessário aprender e se adaptar a novas situações do nosso cotidiano, o ser humano se mostra cada vez mais apto a receber novos estímulos na sua caminhada rumo à evolução. O processo evolutivo resultou em cérebros com uma abundância de circuitos neurais que podem ser modificados pela experiência através de um fenômeno denominado plasticidade neural (CARLSON, 2000).
Com relação à aprendizagem motora, podemos buscar estas novas experiências para modificá-lo, podendo assim facilitar a correspondência de custo e benefício desta. De uma forma quase que tradicional, o trabalho que é feito para este fim, é exclusivamente pensado apenas nas questões físicas do movimento, esquecendo o principal que é o cérebro, visto que através dele toda e qualquer aprendizagem voluntária pode ser aperfeiçoada. Busca-se hoje, exatamente, pesquisar este novo campo da aprendizagem, que é o campo cognitivo, com todas as suas possibilidades que se fazem presente no nosso dia-a-dia e direcionadas ao homem como um ser global e não unicamente físico.
Este estudo teve como finalidade experimentar estas novas formas na aprendizagem do ser humano, através de alternativas para a aprendizagem motora a qual ainda são usadas formas que funcionam, mas que podem ser aceleradas melhorando assim a eficácia deste tipo de treinamento. Para este trabalho, buscou-se novos conceitos, que é a imagética, a estimulação fótico-auditiva e a música na busca da melhora hábil, motriz.
Álvaro Pascual-Leone (2003) apud Sacks (2007) observou estudos sobre o fluxo regional de sangue no cérebro e indica que a simulação mental de movimentos ativa algumas das estruturas neurais centrais requeridas para a execução dos movimentos reais. Ao fazê-lo, a imagética por si só parece ser suficiente para promover a modulação de circuitos neurais envolvidos nas etapas do aprendizado de habilidades motoras. Essa modulação não só resulta em acentuada melhora na execução, mas também parece deixar o indivíduo em vantagem para aprender a habilidade com menos prática física. A combinação da prática física e mental acrescenta aquele autor, pode resultar em aperfeiçoamento na execução do ato pretendido melhor que a prática física sozinha.
A música, pelos resultados vistos em trabalhos recentes e cada vez mais freqüente, parece ter um grande poder no cérebro em termos de facilitar uma maior integração sensorial, agindo, desta forma, como um agente facilitador para uma maior aprendizagem e memorização. Nos seres humanos, escutar música pode ter efeitos sobre uma rede bilateral difusa nas regiões do cérebro como a área frontal, temporal, parietal e subcortical, relacionadas à atenção, ao processo semântico, a memória, a funções motoras e ao processo emocional (SARKAMO, TERVANIEMI, LAITINEN, et al, 2008).
E neste mesmo viés, a estimulação fótica-auditiva é uma tecnologia que promove mudanças de padrões cerebrais por condicionamento e/ou interação consciente, concebidos através do uso de aparelhos eletrônicos que emitem estímulos fóticos e auditivos (luz e som), podendo promover a facilitação de aprendizagem motora (HUTCHISON, 1986; SIEVER, 1999). A estimulação fótica e auditiva permite o condicionamento da atividade cortical quando se objetiva, por exemplo, a melhora de um determinado desempenho ou performance (HUTCHINSON,1986).
Portanto, a expectativa teórica deste estudo subserve a noção de que a conjugação da imagética com estímulos fótico-auditivos, como também com a anexação da ritimicidade musical, possam vir a produzir efeitos diferenciais em aprendizagem, memorização e/ou padrão e equilíbrio hemisférico, isto direcionado a novas formas de impulso para o desenvolvimento neuro-plástico dos neurônios e como facilitador de competência de aprendizagem para que atletas/indivíduos possam ter ganhos mais proporcionais em termos de suas operacionalizações hábeis-motrizes. A presente pesquisa caracteriza um esforço na direção desta necessidade.

CONCLUSÃO
Após as discussões cabíveis, relacionadas com os resultados deste estudo, conclui-se que os resultados relacionados ao grupo imagética e música, apesar de ter havido uma tendência de melhora, para este grupo, não se mostraram eficientes, não confirmando a hipótese a qual se acreditava que esta intervenção seria capaz de melhorar o escore de acertos dos arremessos de lance livre no basquetebol. Porém, o grupo que utilizou como método de treinamento a imagética associada com a estimulação fótica e auditiva em uma freqüência constante de 10HZ, durante 10 sessões com tempo de 15 minutos cada, mostrou-se eficiente na melhora da performance de acertos desse grupo em relação ao teste de base (controle do grupo), e assim, pôs em questão, a possibilidade dessa intervenção ser um método eficaz na busca de um melhor refinamento dos compêndios relacionados a aprendizagem hábil-motriz.
A melhora no percentual de acertos obtidos através desse método, imagética associada aos estímulos áudio-visuais, nos atletas, evidenciou, que esse tipo de estimulação feita na ausência de um treinamento físico do fundamento específico e, feito de forma sistemática, é um método cognitivo de melhora da habilidade motora podendo ser utilizado, valendo-se de experiências esportivas prévias dos atletas. Desta forma, pode-se aceitar a hipótese de que uma metodologia pautada no trabalho cognitivo, tendo-se como base a imagética associada à estimulação áudio-visual, poder-se-a obter resultados eficazes na aprendizagem de arremessos de lance livre, podendo ajudar em várias situações em que normalmente impediriam um atleta de treinar eficientemente, dentre elas, aquelas onde este atleta esteja impedido de realizar treinos específicos devido a lesões, viagens, tempo curto de treino prático, como também entre uma competição e outra. Outra vantagem desse método cognitivo de treinamento é a relativa facilidade de se realizar essas estimulações a caminho de um jogo para simplesmente melhorar um determinado gesto desportivo importante, ou antes, de sessões de treinamento convencionais e assim auxiliar treinamentos físicos subseqüentes.
Outro ponto importante é que apesar deste estudo citar esta modalidade esportiva, supõe-se que se pode fazer essa transferência de aprendizagem para qualquer outro esporte, estimulando os atletas a pensar sobre o que se vai realizar enquanto se pratica algum gesto esportivo, proporcionando-os liberdade para uma melhor organização dos padrões do movimento desejado. Por fim, cabe neste momento registrar que a imagética associada com a estimulação cerebral por luz e som pode ser um elemento adicional para o treinamento, na busca de uma melhor performance motriz, em trabalhos no qual seja necessário refinar os gestos motores no intuito de um melhor aproveitamento, podendo ser utilizado nos mais variados desportos.

ANTECIPAÇÃO NAS AÇÕES MOTORAS- NEURÔNIO ESPELHO_

Por

Anderson Pontes Morales
Mestrando em Ciência da Motricidade Humana
LABNEU / UCB-RJ

Uma das características distintivas da inteligência humana, comparativamente à inteligência dos outros animais, é seu poder de antecipar as ações futuras. Essa característica foi estudada por inúmeros autores, especialmente Jean Piaget, porém, sempre do ponto de vista das manifestações intelectuais e verbais.
O desenvolvimento de procedimentos de descrição do gesto humano, favorecido pelo surgimento de tecnologias apropriadas, tem permitido realizar descrições minuciosas, inclusive, quantificando tais manifestações motoras. Dentro destas descrições, as coordenações motoras constituem uma organização lógica, análoga às coordenações intelectuais (SILVA & BARROS, 2000).
Assim como qualquer de nós, diante de um problema, antecipa, mentalmente, a solução de tal problema, alguns de nós, especialmente durante a infância, precisamos diante de tarefas motoras, antecipar com determinados gestos, os gestos necessários à ação futura.
Para entender estas questões, Rizzolatti et al (1996) descobriram em macacos Rhesus na década de 90, neurônios responsáveis pelas ações antecipatórias. Estes neurônios foram chamados de sistema de neurônios espelho (SNE). Estes neurônios disparavam quando o macaco realizava ações específicas (como pegar uvas passa) ou quando ele observava a mesma ação realizada por outro macaco ou por um pesquisador.
Desde a descoberta dos neurônios espelho em primatas não-humanos, vários estudos utilizando ferramentas de neuroimagem tentam localizar e mapear a presença desses neurônios em humanos. Os resultados sugerem que existe um sistema de neurônios espelho (SNE) em humanos distribuídos em várias áreas corticais fronto-parietais (AGLIOTI et al. 2008). Descobriu-se, que os neurônios espelho são muito mais perspicazes, flexíveis e altamente evoluídos do que os encontrados nos macacos, um fato que teria resultado na evolução da motricidade mais sofisticada nos seres humanos.
A descoberta dos neurônios-espelho é de importância fundamental para compreendermos o que nos faz diferente de outros animais, em termos cognitivos. Portanto, a consolidação da aprendizagem acontece na medida em que o indivíduo consegue antecipar as conseqüências dos seus atos, pois existe uma dependência da antecipação do comportamento motor (SILVA & BARROS, 2000).
Segundo Schmidt & Wrisberg (2001), definem dois tipos de antecipação: Antecipação temporal e antecipação espacial. O primeiro está relacionado ao que irá acontecer no ambiente (p.ex., identificar sobre a jogada do levantador adversário em um jogo de voleibol). Já o segundo é capacidade de um atleta prever o momento de um evento em uma situação de performance ou quando o evento irá acontecer (p.ex., antecipar a defesa no momento em que o atacante adversário em um jogo de voleibol optar por uma “pingada” atrás do bloqueio). Para estes mesmos autores, a antecipação se relaciona com a seletividade dos eventos, pois, os sinais errados do ambiente evidenciam conseqüentemente uma antecipação equivocada.
A perfeição do gesto técnico não esta na biomecânica perfeita para a ação, mas na sua adaptação ao momento e às variações do jogo.

APRESENTAÇÃO EM CONGRESSO

A RAPAZIADA CONTINUA A TODO VAPOR. AS PRODUÇÕES CIENTÍFICAS NÃO PARAM.
ESTA É DO PROFESSOR NILO AREAS, MAURÍCIO CALOMENI, EDÚ BIANCHI E DO NOSSO ILUSTRE ORIENTADOR,VERNON FURTADO. O PROFESSOR NILO TEVE DOIS TRABALHOS SELECIONADOS PARA ESTE CONGRESSO. PARABÉNS A TODOS.


24º Congresso Internacional de Educação Física - FIEP 2009
VI Congresso Científico Latino Americano da FIEP
VI Congresso Brasileiro Científico da FIEP


www.congressofiep.com - 22/11/2008 06:31:39 - 81606

APROVAÇÃO DE TRABALHO NAS SESSÕES CIENTÍFICAS:
Do 24º Congresso Internacional de Educação Física - FIEP 2009,
VI Congresso Científico Latino Americano da FIEP e VI Congresso Brasileiro Científico da FIEP

Assunto: CARTA DE ACEITE


Prezado(a) Professor(a),


A Comissão do 24º Congresso Internacional de Educação Física - FIEP 2009, VI Congresso Científico Latino Americano da FIEP e do VI Congresso Brasileiro Científico da FIEP tem o prazer de comunicar a Vossa Senhoria que seu trabalho foi APROVADO para ser apresentado na SESSÃO CIENTÍFICA DOS ARTIGOS durante o 24º Congresso Internacional de Educação Física - FIEP 2009, VI Congresso Científico Latino Americano da FIEP e VI Congresso Brasileiro Científico da FIEP a realizar-se em Foz do Iguaçu, estado do Paraná, no período de 10 à 14 de janeiro de 2009.

O trabalho será publicado na Revista Internacional da FIEP, com ISSN, que será entregue na confirmação da inscrição no dia 10 de janeiro, em Foz do Iguaçu. As apresentações serão entre os dias: 11, 12 e 13 de janeiro de 2009. Dias e horários poderão ser confirmados a partir do dia 11 de dezembro pelo nosso site.

Outro sim, salientamos que todos os autores, co-autores e orientador inscritos receberão o exemplar da revista contendo o trabalho publicado, no ato da apresentação do Artigo e seus respectivos certificados também serão entregues logo após a apresentação. Informamos que não serão enviadas revistas e certificados pelo Correio.

Esperamos poder contar com sua participação e divulgação para que outros colegas também possam participar do maior evento científico da FIEP.

A comissão científica reserva-se o direito de não publicar o artigo mediante o não cumprimento de qualquer uma informações contidas nesta carta de aceite e nas normas de apresentação e publicação de trabalhos científicos (disponíveis no site oficial do Congresso).

Quanto aos pagamentos, a comissão organizadora informa que os cheques serão descontados a partir da publicação da aprovação, conforme as datas solicitadas.

Mais informações: Central de Atendimento ao Congressista, (45) 3523-0039 das 9h às 17h, ou pelo celular, (45) 9975-1208, com Prof. Almir Gruhn. Também através da internet pelos e-mails atendimento@congressofiep.com e fiep.brasil@uol.com.br ou visite o site: www.congressofiep.com

Na certeza de estarmos trabalhando para uma Educação Física mais ética, respeitosa e solidária no esforço às diversidades culturais, no Brasil e na América Latina, subscrevemo-nos.


SAUDAÇÕES FIEPIANAS,




A/C: Prof.(ª): NILO TERRA ARÊAS NETO

Artigo POTENCIALIZAÇÃO CEREBRAL: EFEITOS NAS VARIÁVEIS BIOPERACIONAIS; MEMÓRIA DE TRABALHO, ATENÇÃO CONCENTRADA E TEMPO DE REAÇÃO, EM CRIANÇA COM DIAGNÓSTICO DE HIPERATIVIDADE (TDAH).
MAURÍCIO ROCHA CALOMENI, NILO TERRA ARÊAS NETO, CARLOS EDUARDO BIANCHI, VERNON FURTADO DA SILVA, PH.D.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

TEMPO DE REAÇÃO MOTRIZ E O VOLEIBOL ( sente o nível da rapaziada)

Por

Anderson Pontes Morales*
*Mestrando em Ciência da Motricidade Humana,
LABNEU / UCB-RJ

O voleibol desde a sua criação em 1895 por Willian G. Morgan, vem evoluindo ano após ano até chegar aos dias atuais e se transformar em um jogo altamente competitivo. Esta evolução foi alicerçada pelo aumento crescente nos clubes e escolinhas esportivas de crianças atletas de voleibol, principalmente pré-púberes, em função da popularidade deste esporte, que leva o praticante a desenvolver habilidades motoras específicas à prática desportiva do voleibol.
Aliado a este desenvolvimento se faz necessário que atletas de voleibol aperfeiçoem constantemente os mecanismos neurais de identificação das ações do adversário, pois os mesmos servirão de base para o sucesso nos “rallis”
Para identificar estas ações, é necessário que o entendimento sobre as nuances táticas do jogo sejam treinadas e que esses treinos requeiram do atleta um alto grau de conhecimento e percepção sobre os eventos de performance relacionados ao desporto, já que o voleibol é caracterizado por ações de períodos curtos, intensidade máxima e intervalos reduzidos.
Para isto, o tempo de reação torna-se uma medida bastante importante, pois pode vir a contribuir para um melhor aproveitamento das potencialidades percepto - motoras individuais e, como conseqüência, de toda a equipe. Assim, um bom desempenho depende da velocidade que o atleta consegue observar as características do adversário, decidir o que fazer e iniciar o contra-movimento com eficácia. Para que estas questões se concretizem, o técnico terá que equilibrar o sistema defensivo e ofensivo de sua equipe, através da identificação da melhor e a pior habilidade motora.
Dentro desse contexto, atenção, memória e velocidade de decisão dos atletas, poderão ser avaliadas por três tipos de testes de reação motriz (tempo de reação simples, tempo de reação de escolha e tempo de reação discriminação).
O Tempo de Reação (TR) é classificado como; Tempo de Reação Simples (TRS), Tempo de Reação de Escolha (TRE) e o Tempo de Reação Discriminação (TRD). Quando é apresentado um estímulo com uma única possibilidade de resposta, o tempo de reação é chamado de (TRS). O segundo tipo de (TR) é o de escolha que é utilizado quando existem mais de um estímulo e cada estímulo possui uma resposta exclusiva. Neste caso o sujeito deverá escolher um estímulo para que seja efetuada a resposta. O terceiro tipo de (TR) é o denominado (TRD), exigindo uma resposta correta, quando há mais de um estímulo no ambiente.
A posição do levantador de vôlei exige do atleta um grande esforço de orientação visuo-espacial e de memória de trabalho para efetuar o levantamento da bola no local e altura exatos para que seu companheiro de time possa cortá-la. Em um estudo sobre orientação espacial e memória de trabalho, Lepsien et al. (2005) apud Takase (2005) aplicaram aos participantes a tarefa de memorizar estímulos coloridos em determinadas posições dentro de um quadrado de fundo branco, sendo depois apresentada uma nova configuração destes mesmos estímulos. Os resultados revelaram, através do imageamento cerebral de ressonância magnética funcional, a ativação de diferentes áreas cerebrais como; o córtex parietal posterior, a insula, córtex pré-frontal medial e lateral durante a tarefa de memória de trabalho e orientação espacial. Existe uma grande possibilidade, que estas mesmas áreas sejam ativadas no levantador de voleibol durante sua performance, já que, é alta a exigência do atleta em também ficar atento às posições e movimentações dos demais colegas para conseguir levantar a bola na posição correta.
Provavelmente, as dificuldades de entendimento dos complexos mecanismos cerebrais contribuem para que tal fato seja verdadeiro. Porém, parece claro que uma grande contribuição para o sucesso do treinamento pode ser conseguida através da adaptação mais adequada dos processos neurais, não só como elementos isolados, mas principalmente na sua interação com os demais fatores que compõem o treinamento.

O nosso cérebro é doido !!!

De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,

não ipomtra em qaul odrem as

Lteras de uma plravaa etãso,

a úncia csioa iprotmatne é que

a piremria e útmlia Lteras etejasm

no lgaur crteo. O rseto pdoe ser

uma bçguana ttaol, que vcoê

anida pdoe ler sem pobrlmea.

Itso é poqrue nós não lmeos

cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa




Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

IMAGÉTICA NA PERFORMANCE DE JOVENS ATLETAS DE FUTEBOL(por Maurício Calomeni)

O trabalho físico voltado para performance e o alto nível, vem sendo estudado detalhadamente já a algum tempo e as inúmeras descobertas feitas estão potencializando o corpo humano a tal ponto que extremos físicos são alcançados, o que aumenta muito o risco de lesões que podem comprometer toda uma seqüência de trabalho.

As fronteiras “físicas” do corpo humano já são bem conhecidas e, dificilmente, poderão ser expandidas a não ser por um componente da performance humana que controla todos os outros de forma direta podendo influencia-los tanto de forma positiva (melhorando a performance) quanto negativa (destruindo às vezes meses ou mesmo anos de trabalho). Trata-se do sistema neuromotor. Organismo neuromotor é o principal estruturador, realizador e controlador das ações que atletas, principalmente os que participam de competições abertas ao confronto direto (Ex., desportos coletivos), cuja dinâmica de realização é multi-variável. Esse sistema tem como estrutura principal o cérebro humano, uma estrutura complexa que só agora vem sendo estudada a fundo e tem mostrado uma enorme capacidade de levar o corpo humano à níveis máximos de performance apenas através de ajustes ou equalizações dos padrões de funcionamento cerebral, a chamada Potencialização Cerebral.

POTENCIALIZAÇÃO CEREBRAL
O cérebro humano é dividido em dois hemisférios por uma massa nervosa chamada corpo caloso. Hemisfério esquerdo controla o lado direito do corpo e o hemisfério direito controla o lado esquerdo do corpo. Um fenômeno chamado Hemisfericidade consiste de uma forte tendência para a predominância de um dos hemisférios ou de um modo de processamento, independentemente do tipo de tarefa, 75% de qualquer população processam informações com os dois hemisférios (bi-hemisféricos) e 25% processam as informações com o hemisfério esquerdo ou direito (mono-hemisféricos esquerdo ou direito) MURRAY, (1979) e ROSSI, (2001) citados por Silva, Marques e Ribeiro. Indivíduos que utilizam os dois hemisférios cerebrais em geral tem maiores desempenhos esportivos.

O cérebro trabalha por disparos neuroeletroquímicos rítimicos também chamados de ondas. Ritmos (ondas) de baixa amplitude e alta freqüência estão associados com vigília e estado de alerta ou com estágios de sono em que ocorrem os sonhos. Ritmos de amplitude elevada e baixa freqüência estão associados com estágios de sono sem sonhos e com estados patológicos de coma.
O ritmo cerebral e a sua forma de processamento (mono ou bi-hemisféricos) de um atleta podem ser, o primeiro estimulado e o segundo equilibrado de forma direta (involuntária) ou indireta (voluntária), o primeiro através da estimulação por impulsos visuais e auditivos simultâneos e o segundo através da Imagética Neural que em sua essência são exercícios cognitivos que estimulam a capacidade cerebral de criar, abstrair situações de jogo e resolver problemas.
Da Silva (1996) em um levantamento sobre o direcionamento do treinamento para jogadores de futebol, verificou que comparativamente ao trabalho cardiovascular e físico, o trabalho específico de motricidade consistia aproximadamente em apenas 5% das atividades totais, estando estas outras em números de 45 e 35%, respectivamente. Isto vem a reforçar como que um trabalho através da imagética neural pode servir como diferencial positivo no trabalho de formação e melhora da performance geral de uma equipe de futebol.

Considerando assim, a essência de um jogo coletivo como o futebol, o papel do sistema nervoso (SN) no treinamento desportivo não pode ficar relegado a um segundo plano. Na verdade, o que se poderia dizer em termos desta abordagem, é que um ganho potencial de condições orgânicas imprescindíveis ao bom desempenho atlético pode ser perdido quando o treinador não estipula como meta, um treinamento específico da motricidade do seu atleta.

O que faz a diferença entre o bom jogador e o genial?
O bom jogador realiza o que foi treinado e por isso é previsível, já o genial é capaz de realizar o impensado fazer o que ninguém espera encontrar soluções rápidas em situações onde outros parariam.
Mas será que esta capacidade pode ser treinada ou melhorada ou será que isso é um privilégio somente daqueles que nasceram com esse dom?
Acreditamos que através da potencialização cerebral podemos transformar um jogador bom em um genial. Basta saber quais áreas do cérebro queremos estimular ou equilibrar através de um treinamento mental específico, que caminha paralelo ao treinamento físico e cardiovascular.

Pois este tipo de estimulação mental tem comprovadamente feito a diferença em muitos esportes, como no automobilismo, na natação e em muitos outros.

A proposta é trazer este tipo de trabalho, já bem sucedido em outros esportes, para o âmbito do futebol através da imagética neural que consiste em exercícios de mentalização de jogadas e de situações de jogo, consciência corporal, equalização cerebral (equilíbrio hemisférico), reforço positivo (automotivação), feedback motor (sintonia do movimento) e outros e não necessita de investimentos em materiais.

Metade dos brasileiros é sedentária, diz pesquisa

Estudo inédito foi encomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia


Metade dos brasileiros não pratica atividade física, revela pesquisa inédita da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) com 2.012 pessoas entre os 18 e 70 anos. O sedentarismo, associado à dieta inadequada, é o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, que matam 300 mil por ano no país.
O levantamento, realizado pelo Datafolha e que será divulgado hoje durante o Congresso Brasileiro de Cardiologia, mostra que o índice de sedentarismo cresce conforme a pessoa envelhece. Dos 18 aos 24 anos, 39% dos brasileiros não praticam atividades físicas.
Na faixa etária de 25 a 44 anos, a taxa de sedentarismo aumenta para 50%. Dos 45 aos 59 anos, passa para 53%. E entre os idosos de 60 a 70 anos chega ao seu ápice: 57% levam uma vida sedentária.
Nos EUA, o índice de sedentarismo é estimado em 60%. O país-modelo é a Finlândia: apenas 8% dos habitantes não praticam atividade física.
Da metade dos brasileiros que praticam exercícios, apenas 20% o fazem diariamente, forma considerada ideal pelos médicos. A pesquisa revelou que os homens se exercitam mais do que as mulheres: 60% contra 41%. A caminhada ou a corrida, ao lado do futebol, é o esporte preferido por 26% dos homens. Entre as mulheres, ela lidera absoluta: tem 31% das preferências.

Caminhar esporadicamente não traz benefício cardiovascular. A "prescrição" é meia hora de atividade moderada todos os dias ou uma hora três vezes por semana.
O que estamos esperando?

ENTREVISTA CONCEDIDA A JORNAL, SOBRE ATIVIDADE FÍSICA E PESSOAS IDOSAS

1) Qual a importância da atividade física na terceira idade?

Sabemos que hoje este tipo de intervenção é de fundamental importância para que se obtenha uma melhor qualidade de vida no sentido de se viver mais e com melhor saúde, pois a expectativa de vida da população está cada vez maior (72,3 ANOS-IBGE-dezembro de 2007) e isto significa buscar meios para tornar este viver mais com melhor autonomia. O envelhecimento é um processo complexo que envolve muitas variáveis (por exemplo, genética, estilo de vida, doenças crônicas) que interagem entre si e influenciam significativamente o modo em que alcançamos determinada idade. A participação em atividade física regular (exercícios aeróbicos, força e equilíbrio) fornecem várias respostas favoráveis que contribuem para o envelhecimento saudável, melhorando os aspectos cognitivos e funcionais.



2) Existe alguma contra-indicação? Em que casos?

Contra-indicações sempre existem em qualquer faixa etária, podemos pegar, por exemplo, alunos de 30/40 anos que por determinado problema não é aconselhado realizar alguns exercícios que possam prejudicá-los. Para o idoso o processo de seleção de exercícios segue o mesmo princípio.



3) Quais são as atividades mais recomendadas?
Hoje a literatura nos diz que algumas modalidades de exercícios são mais recomendados. A musculação ( melhora de massa muscular e massa óssea), a atividade aeróbica ( melhora cardio-vascular ) e o exercício funcional ( ao qual trabalha equilíbrio, coordenação e flexibilidade) são os mais indicados.


4) Quais os cuidados que se deve ter?
Os cuidados são os mesmos de qualquer faixa etária. Temos que ter em mente que o corpo (físico e cerebral) atinge a maturidade entre a segunda e a terceira década de vida, a partir daí começa um processo chamado retrogênia neural, que são as perdas cognitivas e motoras. A questão é que não precisamos deixar que algo ocorra para que se comece os exercícios, deve-se,
tendo este conhecimento, procurar o exercício físico com o objetivo de adiar ao máximo este processo, fazendo que ele atue como forma preventiva.

5) Com que freqüência se deve praticar?
Devemos estimular a prática de atividade física mostrando a importância de se ter incluída nesta rotina três pontos fundamentais que são: estímulos adequados, repouso e boa alimentação. Partindo deste princípio, as pesquisas recentes aconselham, de duas a três vezes exercícios contra resistência (musculação e treinamento funcional), e mais duas a três sessões de treinamento aeróbico.
Obviamente tudo depende da realidade física em que se encontra o aluno.




6) Pessoas que tenham osteoporose, problema cardíaco ou seja vitima de AVC (ou outra doença séria) também pode se beneficiar com as atividades físicas? Sim, mas não podemos nos esquecer que cada caso tem que ser analisado para que se tenha a certeza que as diretrizes tomadas são as melhores para aquele tipo de problema. Daí a importância de se trabalhar em conjunto com o médico para que se busque o melhor caminho.



7) Qual a melhora que se pode observar nas pessoas da terceira idade que praticam atividades esportivas?

O decréscimo da massa muscular (sarcopenia) com a idade em humanos está bem documentada. A massa muscular total decresce aproximadamente 50%entre as idades de 20 e 90 anos. Estudos mostram que uma pessoa de aproximadamente 60 anos que faz exercícios físicos tem o mesmo nível de força de um sedentário de 27 anos. A melhora do equilíbrio também não pode ser esquecida, pois segundo estatística recente a partir dos 60 anos a cada três pessoas uma cai, o que pode gerar problemas seríssimos de saúde. Não podemos nos esquecer que a atividade física tem tomado uma nova dimensão que é exatamente a possibilidade de se desenvolver novas cognições cerebrais, ou seja, através do exercício fazemos com que nosso cérebro tenha um melhor desenvolvimento e realize mais sinapses, tornando-se mais apto as atividades do dia-a-dia.

8) Caso queira faça suas considerações gerias sobre o assinto?

Temos uma grande dificuldade quando falamos em atividade física, dando uma grande importância somente a questão do corpo, seria como exemplificar que a melhora corporal só se dá com exercícios físicos e a melhora cerebral só acontece com atividades ditas intelectuais. Não podemos fazer este tipo de divisão, pois sabemos que o corpo físico e cerebral interage na busca de soluções para os problemas apresentados naquele momento. Desta forma, conforme praticamos atividades física exercitamos concomitantemente o nosso corpo cerebral e conseguimos a sua melhora em conjunto com o físico. A atividade física hoje tem várias dimensões: busca de saúde, melhor estética corporal, prazer e sim, melhores cognições cerebrais, não podemos nos esquecer disso.



9) Por favor, qual o seu nome completo e sua formação profissional?

Marcos Wellington Sales de Almeida-
Graduado pela Universidade Gama Filho
Pós-graduado em ciência da musculação pela UGF
Mestrando em ciência da motricidade humana pela Castelo Branco
Precursor do treinamento sensório motor funcional
Treinador pessoal

MEU PULSO SOBE MUITO NO EXERCÍCIO. ISSO É PERIGOSO? (Visão do Dr Claudio Gil sobre o assunto)

“Por uma questão cultural, tudo o que alcança o máximo tende a ser julgado um exagero. Não é diferente em relação ao batimento cardíaco ou pulso na visão do leigo. Muitas pessoas mostram grande preocupação quando o seu pulso sobe para valores que lhe parecem excessivos”.

Se há um órgão do corpo humano em que tememos qualquer falha de funcionamento, este é o coração. Considerado por alguns o órgão mais importante e sede de sentimentos fortes, ele não tem sobressalente e trabalha ininterruptamente desde a vida fetal até o último dos nossos dias. Afinal, considerando-se uma expectativa de vida ao redor de 75 anos e uma freqüência cardíaca (FC), ou seja, número de batimentos por minuto (bpm), de aproximadamente 70, teríamos algo próximo a 3 bilhões de batimentos cardíacos durante nossa vida. Por uma questão cultural, tudo o que alcança o máximo tende a ser julgado um exagero. Não é diferente em relação ao batimento cardíaco ou pulso na visão do leigo. Muitas pessoas demonstram grande preocupação quando o seu pulso sobe para valores que lhe parecem excessivos.

Uma parcela dessa preocupação deriva do conhecimento, por meio da imprensa, da ocorrência de eventos fatais em atletas enquanto participam de treinos ou competições ou de pessoas comuns durante exercício aparentemente excessivo. Essa preocupação atinge especialmente aqueles que fazem exercício físico visando à promoção da saúde. Para complicar ainda mais a história, há fórmulas publicadas na literatura médica e amplamente divulgadas nas revistas técnicas de esporte disponibilizadas em certos equipamentos e reforçadas por alguns profissionais que preconizam como prever a FC máxima. Entre essas, provavelmente a mais utilizada é a seguinte: FC máxima = 220 - idade (anos).

Mas, afinal, será que do ponto de vista médico existe um pulso que não deva ser ultrapassado? Vamos por partes.

Primeiro vamos falar o que é FC máxima e como ela pode ser medida. A FC máxima é o maior valor de FC que o indivíduo consegue alcançar em condições de um exercício máximo. Esse valor tende a ser maior quando a atividade física é muito intensa e leva à fadiga; o exercício deve ainda envolver grandes grupos musculares (p. ex., correr) e ter uma duração de pelo menos 2 minutos. Condições climáticas desfavoráveis – temperatura e umidade elevadas – ou estresse competitivo tendem a aumentar ainda mais esse valor. Na prática cotidiana, a maioria dos indivíduos não-competitivos e saudáveis obtém a sua FC máxima em um teste de exercício (também chamado de teste de esforço ou ergométrico) com incrementos progressivos de intensidade até alcançar a efetiva exaustão. Se o teste de exercício é interrompido antes dessa exaustão, os valores de FC máxima tendem a ser subestimados. Contudo, em determinadas situações clínicas, seja por uso de medicamentos que reduzem o cronotropismo cardíaco ou por limitações cardiorrespiratórias patológicas, valores relativamente baixos podem ser obtidos.

O segundo ponto importante é o uso de equações para predizer a FC máxima. A equação FC máxima = 220 - idade (anos) é uma formulação algébrica simples de primeiro grau do tipo y = ax + b. Nesse contexto, valores mais altos são alcançados pelos jovens e mais baixos, pelos idosos. Como toda equação de regressão linear, ela é baseada numa grande amostra de indivíduos que têm determinadas características, possui um coeficiente de determinação ou explicação e um erro médio de estimativa conhecidos para a amostra na qual ela foi desenvolvida. A aplicação dessa equação para outros grupos populacionais tende a aumentar o erro médio da estimativa, podendo até mesmo não ser válida. Entre as várias limitações práticas e teóricas, deve-se ressaltar que a equação em tela possui um erro médio de estimativa ao redor de 10 bpm em sua amostra original. Aplicando os conceitos estatísticos de regressão linear, temos que para um indivíduo de 50 anos a FC máxima seria de 220 - 50, ou seja, 170 bpm, mas com uma variabilidade de predição que fica entre ± dois erros de estimativa. Dessa forma, a leitura correta da equação é: para um indivíduo com 50 anos de idade, a FC máxima deve ser de 170 ± 20 bpm em 95% dos casos, ou seja, valores entre 150 e 190 bpm acontecem em 19 para cada 20 indivíduos de 50 anos. Observem ainda que é igualmente provável ficar abaixo ou acima da FC de referência (i.e., 170 bpm).

O terceiro ponto, e o mais importante, é que, em um coração saudável, sem doença estrutural miocárdica ou valvar, ou lesão obstrutiva coronariana significativa, não há nenhum dano em se alcançar a FC máxima. Na realidade, o coração talvez até se beneficie, pela simples lei do uso e do desuso, de chegar, pelo menos eventualmente, ao seu batimento máximo.

Neste sentido, há claras evidências epidemiológicas de que valores baixos de FC máxima em ausência de medicações específicas, denominados de incompetência cronotrópica, representam um risco relativo aumentado para mortalidade por todas as causas em adultos. Na prática, possuir uma FC máxima alta pode provavelmente ser representativo de uma juventude fisiológica.

Então, em suma, respondendo à pergunta do título do texto, se temos certeza de que o coração é saudável, não há risco ou dano em subir o pulso, e valores altos de pulso ou FC, até acima do que as equações tendem a prever, podem ser um sinal de saúde, e não de doença.



Cláudio Gil Soares Araújo
Professor do programa de pós-graduação em Educação Física da Universidade Gama Filho (UGF)
Diretor-médico da Clínica de Medicina do Exercício - CLINIMEX
Coordenador do Curso de Especialização em Medicina do Exercício e do Esporte da Universidade Estácio de Sá (UNESA)

Cérebro: quanto maior melhor?

Será que o tamanho do cérebro dos animais está relacionado a sua inteligência?

O cérebro é um órgão que controla diversas funções do corpo e freqüentemente é associado à inteligência. Nós dependemos dele para sentir emoções, falar, andar, enxergar, realizar cálculos e outras tarefas do dia-a-dia.

Além dos seres humanos, outras espécies de animais possuem cérebro. Mas os cérebros de todos os animais são iguais?

Vamos tentar responder a essa questão comparando dois mamíferos de tamanhos bem diferentes: a baleia azul e os humanos.

Comparando o peso do cérebro da baleia azul com o dos humanos concluímos que nosso amigo mamífero marinho tem um cérebro quase cinco vezes mais pesado. A pergunta é: seriam as baleias animais mais inteligentes por ter um cérebro maior?

Bom, até o momento não vimos nenhuma baleia usando computador, nem escrevendo livros, nem mesmo amarrando os sapatos, MUITO MENOS CORRENDO COM FONES DE OUVIDOS. Mas pode ser que baleias tenham um outro tipo de inteligência...

De qualquer maneira, embora a existência de uma maior massa cerebral permita o desenvolvimento de habilidades complexas, o que importa para um animal não é só o tamanho ou peso cerebral. O número de neurônios, por exemplo, também deve ser levado em conta.

O peso do cérebro está relacionado com o número de neurônios, e muitas vezes está também relacionado ao peso total do corpo do animal. Por isso a baleia azul precisa de um cérebro maior e com mais neurônios para controlar quase 100 toneladas!

Ainda sim, nós humanos somos considerados, em alguns aspectos, a espécie animal mais inteligente do planeta. Essa idéia talvez se deva à nossa própria vaidade: nós pensando sobre nós mesmos.

Determinar qual (ou quais) característica (s) do nosso cérebro nos faz tão inteligente é ainda um grande desafio para a ciência. Mas conhecemos alguns aspectos do funcionamento desse órgão que são fundamentais para o sucesso de uma espécie na natureza.

É preciso ter em mente que todos os cérebros são especiais. Animais com cérebros muito pequenos também podem possuir características cerebrais únicas e muito importantes para sua sobrevivência.
Na verdade acredito que, seguindo a lei da evolução das espécies, (DARWIN),cada
espécie humana se adaptou, ou está em adaptação,para sobreviver da melhor forma possível.

M A

COLÉGIO AMERICANO DE MEDICINA ESPORTIVA – Posicionamento Oficial Exercício e Atividade Física para pessoas idosas

RESUMO

No ano 2030, o número de indivíduos acima de 65 anos pode alcançar 70 milhões
somente nos Estados Unidos; o segmento populacional que mais cresce é o de pessoas com
85 anos e mais. Como mais indivíduos vivem mais, é necessário determinar a amplitude e os
mecanismos em que o exercício e a atividade física podem melhorar a saúde, capacidade
funcional, qualidade de vida e independência nesta população. O envelhecimento é um
processo complexo que envolve muitas variáveis (por exemplo, genética, estilo de vida,
doenças crônicas) que interagem entre si e influenciam significativamente o modo em que
alcançamos determinada idade. A participação em atividade física regular (exercícios
aeróbicos e de força) fornecem um número de respostas favoráveis que contribuem para o
envelhecimento saudável. Muito tem sido aprendido recentemente em relação à
adaptabilidade dos vários sistemas biológicos, assim como os meios em que o exercício
regular pode influenciá-los.

A participação em um programa de exercício regular é uma modalidade de
intervenção efetiva para reduzir/prevenir um número de declínios funcionais associados ao
envelhecimento. Adicionalmente, a treinabilidade dos indivíduos idosos (incluindo octo- e
nonagenarianos) é evidenciada pela habilidade de se adaptarem e responderem a ambos
tipos de treinamento, endurance e força. O treinamento de endurance pode ajudar a manter
e melhorar vários aspectos da função cardiovascular (VO2máx, débito cardíaco e diferença
arterio-venosa de O2) bem como incrementar a performance submáxima. Muito importante,
as reduções nos fatores de risco associados com os estados de doença (doença cardíaca,
diabetes, etc.) melhoram o estado de saúde e contribuem para o incremento na expectativa
de vida. O treinamento de força ajuda a compensar a redução na massa e força muscular
tipicamente associada com o envelhecimento normal. Benefícios adicionais do exercício
regular incluem melhora da saúde óssea, portanto, redução no risco de osteoporose;
melhora da estabilidade postural, reduzindo assim o risco de quedas, lesões e fraturas
associadas; e incremento da flexibilidade e amplitude de movimento. Enquanto, somente
algumas evidências sugerem que o envolvimento em exercícios regulares pode também
fornecer muitos benefícios psicológicos relacionados a preservação da função cognitiva,
alívio dos sintomas de depressão e comportamento, e uma melhora no conceito de controlepessoal e auto-eficácia. É importante observar que não necessariamente a participação em
atividades físicas pode demonstrar incrementos nos marcadores fisiológicos tradicionais de
performance e aptidão física (por exemplo, VO2máx, capacidade oxidativa mitocondrial,
composição corporal) em pessoas idosas, mas melhora a saúde (redução nos fatores de
risco de doenças) e capacidade funcional. Portanto, os benefícios associados à atividade
física e o exercício regular contribuem para um estilo de vida independente e mais saudável,
melhorando muito a capacidade funcional e a qualidade de vida nesta população.

O AMIGO E COLABORADOR MAURÍCIO CALOMENI, MESTRE NA ÁREA COGNITIVA, DISCORRE SOBRE TREINAMENTO MENTAL

TREINAMENTO E ESTIMULAÇÃO MENTAL: NOVAS PERSPECTIVAS DENTRO DO TREINAMENTO DESPORTIVO.
Por:
Prof. Mauricio Rocha Calomeni – Faixa Preta 2º dan
Mestre em Ciência da Motricidade Humana – UCB/RJ

Desde o inicio do processo de civilização o homem busca meios de melhorar sua performance seja para a guerra, ou para a disputa de atividades esportivas. Esta necessidade de natural de superar seus limites, levou o homem a organizar jogos que pudessem aferir as habilidades dos contendores, e que por sua vez tiveram como resultante desses elementos o surgimento dos primeiros métodos de treinamento que serviam tanto para preparar os homens para os jogos, quanto para desenvolver as habilidades necessárias à sobrevivência. Esse interesse gerou a ciência do treinamento desportivo que tem como conceito básico potencializar o corpo para ultrapassar os limites físicos que limitam a performance humana.
Hoje em dia a ciência do treinamento desportivo encontra grande embasamento científico, devido a vários autores que se dedicam a desvendar os limites físicos do corpo e a desenvolver métodos eficazes de se atingir limites máximos de performance motora, sendo assim, para os treinadores modernos, esses limites já são bem conhecidos, evidência disto é que cada vez mais, principalmente no esporte de alto rendimento, a diferença entre vitória e derrota está, não em quem treinou mais, mas naquele que buscou se aperfeiçoar em pequenos detalhes específicos do esporte. Então, se não resta muito a explorar no campo físico, como continuar superando limites? A resposta para esta pergunta é voltarmos à atenção para as fronteiras ainda inexploradas do cérebro humano. Pois, este campo ainda pouquíssimo explorado, eu diria até, negligenciado, apresenta uma gama de incontáveis possibilidades de desenvolvimento uma vez que as fronteiras do cérebro humano, diferentemente das fronteiras físicas, são ainda para nós ilimitadas e desconhecidas.
O atleta pode ser considerado resultante de um embasamento genético expresso através das condições físicas e psico-emocionais, o qual é modulado na sua expressão, e por diferentes variáveis ambientais, das quais o treinamento físico é uma delas e outras, como: condição de saúde e sócio culturais favoráveis. Um treinamento dentro dos padrões científicos deve ser dividido em aspectos e partes que confluam na performance motriz humana e essa divisão pode ser consolidada em dois grandes grupos:
a) Treinamento físico, que envolve o treinamento das características fisiológicas da performance;
b) Treinamento mental, que envolve conceitos como a imagética (treinamento mental) e a estimulação cortical.
Não se pode esquecer que essa divisão é virtual, pois esses grupos interagem profundamente e, principalmente, as práticas mentais têm grande influência sobre os fatores físicos, podendo maximizar ou até mesmo minimizar a performance competitiva. Nesse contexto, os olhos do mundo esportivo voltam-se, agora, não para o desenvolvimento do corpo físico humano e sim para o desenvolvimento da mente humana. Nesta área destaca-se a prática mental, que pode ser sinônimo de imagética, e é definida como sendo a recapitulação cognitiva ativa de uma habilidade física na ausência de movimentos físicos explícitos, no que se refere à aprendizagem de habilidades e de desempenho, e também a potencialização cerrebral através da estimulação audiovisual que atua através do bombardeio na retina com luz estroboscópica e a detecção da freqüência pelo núcleo olivar que transmitem este ritmo ao tálamo, que é a estrutura responsável por receber e filtrar estímulos externos, juntamente com o sistema reticular ativado que envia esta freqüência ao córtex que em poucos minutos passa a acompanhar a freqüência imposta. As bases científicas que dão subsídio para esse tipo de estimulação estão, basicamente, em dois fenômenos que acontecem espontaneamente em todos os cérebros humanos: os ritmos cerebrais e a lei de Hebb.
Os ritmos cerebrais ocorrem porque a condução de informação através dos neurônios no cérebro é feita através de impulsos elétricos e estes impulsos variam de intensidade e freqüência, a variação sincrônica dessa freqüência formam ondas que podem variar de 3 a 30hz, e estão relacionadas com estados de consciência das pessoas. Já a lei de Hebb, pode ser explicada como uma espécie de “musculação sináptica”, pois consiste em um mecanismo de detecção temporal em que quando dois neurônios são ativados simultaneamente suas ligações ficam mais fortes e eficientes, quando isto não ocorre suas ligações ficam enfraquecidas. Então, quando se aplica a estimulação audiovisual em um indivíduo, o tálamo passa a atuar como um poderoso marca passo ativando sincronicamente os neurônios reforçando suas sinapses, além de, impor uma freqüência que ponha o córtex em um estado ideal de consciência que abre as portas da mente humana para um determinado desempenho. Assim, o treinamento mental associado estimulação audiovisual, se mostra uma ferramenta com grande aplicabilidade em diversas situações da rotina do treinamento esportivo, inclusive já comprovada através de alguns trabalhos científicos e através da aplicação prática em situações reais do desempenho humano.

OBJETIVOS DA ATIVIDADE FÍSICA

A ATIVIDADE FÍSICA, TEM VÁRIOS OBJETIVOS. PARA ALGUNS, SIGNIFICA PRAZER, PARA OUTROS NEM TANTO, SIGNIFICANDO NECESSIDADE E SOBREVIVÊNCIA. PARA MUITOS, A ESTÉTICA CORPORAL POR SÍ SÓ, É UM FIM. O ENGRAÇADO DISSO TUDO, PELA MINHA VIVÊNCIA EM ACADEMIA, PERCEBO QUE QUANDO SE COMEÇA UM TRABALHO CORPORAL( E É BOM DEIXAR BEM CLARO QUE ESTE CORPORAL SE RELACIONA AO HOMEM COMO UM TODO), AS PESSOAS QUE BUSCAM SAÚDE, GANHAM COMO BÔNUS A ESTÉTICA E AS PESSOAS QUE BUSCAM ESTÉTICA RECEBEM COMO PRÊMIO A SAÚDE.
PERCEBEMOS ENTÃO, QUE INDEPENDENTEMENTE DO OBJETIVO, EXISTE UMA MELHORA GLOBAL, E AÍ NÃO PODEMOS NOS ESQUECER DAS QUESTÕES COGNITIVAS, POIS SOMOS SABEDORES QUE A ATIVIDADE FÍSICA MELHORA O APORTE DE OXIGÊNIO NO CÉREBRO, MELHORANDO TAMBÉM AS CONEXÕES ENTRE OS NEURÔNIOS (SINÁPSES). APÓS ESTE PEQUENO RELATO, VERIFICAMOS QUE OS BENEFÍCIOS SÃO IMENSOS, MOSTRANDO O MEU NÃO ENTENDIMENTO DO PORQUÊ VÁRIAS PESSOAS AINDA NÃO INCORPORARAM ESTE HÁBITO NAS SUAS VIDAS.
QUANDO DA LEITURA DE QUALQUER REPORTAGEM RELACIONADA A SAÚDE, OU MESMO ACOMPANHANDO MATÉRIAS PELA TV, A ATIVIDADE FÍSICA É RECOMENDADA EM 99% DOS CASOS.
AGUÉM PODERIA ME EXPLICAR ESTA GRANDE RESISTÊNCIA PARA A SUA PRÁTICA?
AGUARDO RESPOSTAS.

EQUILÍBRIO

QUALIDADE FÍSICA EQUILÍBRIO

MARCOS ALMEIDA (MESTRANDO EM CIÊNCIA DA MOTRICIDADE HUMANA)

Por que trabalhamos tanto as qualidades físicas força e resistência e esquecemos outras tão importantes quanto? Seria porque talvez estas qualidades ausentes não trazem nenhum resultado visual, ou por se pensar que não colaboram para a melhora do bem estar global e qualidade de vida?
Sabemos que o ser humano começa o seu período de retrogenia neural (perdas das capacidades do corpo físico e mental), por volta dos 25 anos.

Quem mantém o corpo equilibrado, resistindo à gravidade que convida ao chão, é o sistema neuromuscular. O equilíbrio é um sistema complexo que depende de um sistema de informações e respostas que trabalham em sintonia com a finalidade de obter movimentos coordenados e sincronizados. Compõem este sistema multi-sensorial a visão, o aparelho vestibular e as estruturas somatosensoriais e sua integração com o sistema nervoso central.
Ocorre que os três se deterioram com a idade, seja por perda de células sensoriais ou apenas de acuidade. Como se não bastasse, o tônus muscular tende a diminuir o que dificulta o trabalho de manter o corpo no eixo, e a massa do corpo tende a aumentar com o acúmulo de gordura e o sedentarismo.
Ao andarmos, passamos 80% do tempo equilibrando o corpo sobre apenas um dos pés - ora um, ora outro, desta forma, com a idade, andar vai se tornando uma tarefa difícil e perigosa, e os tombos, cada vez mais freqüentes.
Não é à toa que quedas são a segunda maior causa de morte acidental no mundo e as pesquisas mostram que a cada três quedas a partir dos 60 anos, uma pode levar a morte.

O controle corporal está constantemente presente nas diversas situações do dia-a-dia. As variadas informações provenientes do meio ambiente influenciam o equilíbrio promovendo um conflito sensorial gerenciado pelo SNC que é capaz de selecionar a informação correta e descartar a incorreta a favor de um equilíbrio adequado.
Pode soar óbvio, mas, como o cérebro teima em só manter funcionando o que é de fato usado, para continuar com equilíbrio, é preciso continuar se equilibrando...
Espero estar contribuindo com algumas informações a respeito da qualidade física equilíbrio e desta forma torná-la mais presente e com a devida consciência da sua prática na sua rotina de treinamento. Esta qualidade física é trabalhada através do chamado treinamento funcional, que nada mais é do que treinos onde o nosso corpo (físico e mental) sempre em harmonia, trabalha integrado na busca de melhores respostas para a situação apresentada na aula. Bons treinos.
Professor Marcos Almeida.

TREINAMENTO FUNCIONAL

PARA MELHOR EXPLICAR O QUE SIGNIFICA O TREINAMENTO FUNCIONAL, AÍ VAI UMA VERSÃO DA HISTÓRIA:

TREINAMENTO FUNCIONAL - UMA REVOLUÇÃO NA PREPARAÇÃO DESPORTIVA.


Profs. Mauricio Calomeni e Marcos Almeida

Cada vez mais pessoas que praticam esporte, independentemente do nível em que praticam, buscam métodos de se condicionar para suportar as demandas tanto físicas quanto energéticas de suas modalidades, para isto muitas vezes estas pessoas realizam paralelamente ao esporte escolhido um TREINAMENTO que busca aumentar valências físicas como força, potência, velocidade e flexibilidade. Porém, na maioria das vezes este treinamento envolve padrões de movimentos e sistemas energéticos que em nada se assemelham aos utilizados no esporte praticado, pode-se citar como exemplo um jogador de tênis que realiza um exercício de rosca bíceps no aparelho com objetivo de melhorar a potencia de seus golpes em uma partida. É certo que o músculo bíceps braquial é muito ativado durante qualquer golpe do tênis e que fortalecê-lo no exercício rosca bíceps no aparelho com certeza trará algum resultado, porém, no aparelho por ser uniarticular estimula o referido músculo em um único sentido e sem a ativação de antagonistas, cinergistas e estabilizadores que são tão importantes ao movimento quanto o músculo principal, muito diferente que ocorre durante um golpe qualquer no tênis em que o braço precisa se mover em diferentes eixos de movimentos e utilizando para isto uma gama de diferentes músculos exercendo diferentes funções em momentos distintos do movimento, ora o músculo bíceps braquial pode ser agonista (principal) em um dado momento em outro momento do movimento este mesmo músculo pode passar a ser antagonista ou até estabilizador.
Vendo desta forma pode até parecer perigoso fortalecer demasiadamente o bíceps braquial se os outros músculos que devem atuar em harmonia com ele durante um movimento desportivo qualquer também não o forem, pois se o bíceps se tornar mais eficiente os outros músculos também devem ser para poder estabilizar e parar o movimento na hora correta, se isto não ocorrer haverá um grande desequilíbrio nas forças geradas durante o movimento e parece óbvio que o risco de uma lesão aumenta muito. É neste contexto que emerge o treinamento funcional ou treinamento funcional resistido que em suma consiste em reproduzir de forma mais eficiente possível os gestos motores e/ou os sistemas energéticos específicos não só do esporte praticado como também da vida diária, causando adaptações que serão muito próximas das que o organismo precisará durante a prática do esporte, isto confere a este tipo de treinamento um caráter aparentemente não ortodoxo que trabalha o corpo de forma integrada desenvolvendo além das valências físicas envolvidas na atividade também componentes neurológicos como equilíbrio e própriocepção que são importantíssimos na vida humana de forma geral não só no meio esportivo. Este treinamento tem sua base científica no princípio do treinamento esportivo conhecido como princípio da especificidade, este princípio diz que as adaptações, tanto energéticas quanto motoras, são específicas ao esporte praticado, por exemplo, ser um bom ciclista não quer dizer que será um bom corredor, pois as adaptações motoras e fisiológicas necessárias para um bom desempenho em uma prova de ciclismo são diferentes das necessárias a uma prova de corrida então não se pode treinar uma pessoa para realizar uma prova de ciclismo pondo o mesmo pra treinar um uma pista de corrida. Não podemos nos esquecer do grande suporte que este tipo de treinamento oferece como uma forma bastante eficaz de se proteger as articulações e músculos envolvidos com o esporte, pois sabemos que o treinamento funcional é usado para prevenir futuras lesões esportivas, tanto que hoje os grandes times de futebol, trabalham com esta forma de treinamento com este objetivo, conseguindo com isso resultados muito efetivos.
Um bom profissional, antes de montar um treinamento, deve buscar conhecer as demandas energéticas e os gestos motores envolvidos no esporte em questão e incluir no programa de treinamento, além dos exercícios convencionais nos aparelhos uma boa parte de exercícios funcionais que vão proporcionar ao praticante adaptações tanto fisiológicas como neurológicas que vão proporcionar ao indivíduo que realiza este tipo de treinamento muito mais eficiência e segurança durante a prática do esporte, sem mencionar que os exercícios funcionais por se aproximarem muito da prática tornam o treinamento muito mais dinâmico, prazeroso e menos monótono para quem o realiza.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

FAMÍLIA


FAMÍLIA UNIDA, SEMPRE UNIDA.
HÉLIA, CAIO, PEDRO E EU.
O MAIOR BARATO.

APRESENTAÇÃO EM CONGRESSO



O MEU GRUPO DE MESTRADO, APRESENTOU ARTIGO REFERENTE A APRENDIZAGEM E MEMÓRIA EM CONGRESSO CARIOCA.
O TEMA FOI REFERENTE A MEMÓRIA DE CURTO PRAZO A QUAL PODE SER MELHORADA COM O USO DA ESTIMULAÇÃO FÓTICO-AUDITIVA.
ESTA DITA ESTIMULAÇÃO, TEM A FUNÇÃO DE EQUALIZAR OS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS NA BUSCA DE MELHORAS NA APRENDIZAGEM.
O GRUPO FOI REPRESENTADO POR MIM, MAURÍCIO CALOMENI E EDÚ BIANCHI.

COM A PALAVRA O PROFESSOR E COLABORADOR FILLIPE AZEVEDO:

" Parabéns pela iniciativa,pois foi uma idéia muito bem "blogada",

Espero que falte palavras para te elogiar,mas nunca falte informações nesse blog para nutrirmos nosso cérebro depois de uma boa corrida.
Quanto a aula de spinning , tento fazer com que as emoções vivênciadas pelos alunos se tornem cada vez mais confortáveis , fortalecendo cada vez mais seus cérebros.
Tento tornar coisas difíceis em fáceis,para que sejam mais convidativas.

Obrigado pelo elogio e pelo " indutor de viagens , me amarrei.
Abraços
Professor Fellipe Azevedo

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

CARTA CONVITE AO AMIGO NILO TERRA

NILO, QUE TAL UM BLOG RELATANDO TODO O MOMENTO
VIVENCIADO E POR VIVENCIAR RELACIONADO AOS TREINOS,
ANGÚSTIAS, ALEGRIAS, E MUITO PRAZER, DIRECIONADO PARA
A COMPETIÇÃO DA SUA VIDA?
O IRONMAN CAMARADA, MERECE SER COMPARTILHADO COM
TODOS NÓS.
QUE ACHAS?
QUEM SABE UM LIVRO FUTURO?
DESCULPE MINHA VIAGEM, É QUE ACHO QUE DÁ "PANO PRA
MANGA, UVA, LARANJA"...
SE NÃO QUISER, RELATE PARA MIM,
POIS VAI DAR O MAIOR IBOBE NO MEU BLOG.
O BOM MESMO É QUE TENHAS O SEU.
É ISSO MESMO/
FORTE ABRAÇO E BONS TREINOS.

M.A.

LER É BOM CAMARADAS?

LER É BOM. LER É UMA DROGA (O QUE AS VEZES PODE SER COISA BOA OU NÃO).
O QUE IMPORTA MESMO É QUE A LEITURA É MUITO IMPORTANTE QUANDO SE QUER ADQUIRIR ALGUM CONHECIMENTO.
PARECE QUE PARA TER UMA BOA FIXAÇÃO, É PRECISO TER O DITO FOCO DE ATENÇÃO. ACONTECE QUE AS VEZES, PERDEMOS UM TEMPÃO EM LEITURAS A QUAL NÃO ESTAMOS LIGADOS, SENDO OBRIGADOS A REVER TUDO OUTRA VEZ.NÃO IMPORTA, VAMOS LER QUE ALÉM DE TRAZER BONS CONHECIMENTOS, ESTUDOS RELATAM QUE É BOM PARA O NOSSO AMIGO CÉREBRO, PRINCIPALMENTE CONTRA DEMÊNCIAS.
SABEDORES DESTES PEQUENOS DETALHES, MÃOS A OBRA CAMARADAS.
M.A.

IMPORTÂNCIA DO SONO PARA A MEMÓRIA

Que dormir é importante para a consolidação das memórias, os neurocientistas já sabem. Mas como esse processo funciona em detalhes ainda é repleto de incógnitas.
Depois de bater nesta tecla desde 2002, o pesquisador brasileiro Sidarta Ribeiro, diretor-científico do Instituto Internacional de Neurociência de Natal, tem um forte candidato a protagonista do processo.
As memórias têm um comportamento meio cigano, como diz Ribeiro. A porta de entrada no cérebro é a região do hipocampo, onde elas ficam por um curto prazo. Mas o arquivamento definitivo é no córtex.
"Pegamos o processo à unha. Pela primeira vez encontramos evidências, tanto eletrofisiológicas [a conversa entre os neurônios], quanto moleculares [ativação gênica], que mostram que o sono é um bom candidato", diz Ribeiro à Folha.
O neurocientista apresentou alguns dos seus resultados anteontem na reunião anual da Fesbe (Federação de Sociedades de Biologia Experimental). O estudo completo estará na revista "Frontiers in Neuroscience" em outubro.
Analisando 28 ciclos de sono de camundongos, ele observou no hipocampo e no córtex a ação dos neurônios e a expressão dos genes Arc e Zif-268, já conhecidos por sua ligação com a fixação das memórias.
Ele concluiu que o processo ocorre em dois momentos complementares: no sono de ondas lentas e no REM (sigla em inglês para movimento rápido dos olhos -exatamente quando sonhamos).
No primeiro ocorre o que Ribeiro chama de reverberação das memórias (ativação da rede neuronal que representa uma memória, para que depois possa ocorrer a consolidação)
"Quando começa o sono REM, é como se um comandante dissesse àqueles neurônios: agora vocês todos podem ativar os genes e consolidar as memórias. É como se eles estivessem escrevendo em pedra aquilo que foi reverberado".
Pela proposta do grupo, enquanto o sono de ondas lentas traz a memória para o registro, o REM bate o martelo

TEXTO INTERESSANTE SOBRE A PREGUIÇA HUMANA

DRAUZIO VARELLA

A preguiça humana
Se você é daqueles que esperam a visita da disposição física para fazer exercícios, desista

MAL DESEMBARQUEI no aeroporto Santos Dumont, dei de cara com uma jibóia contorcida que avançava em passo de procissão. Era uma fila longa e grossa constituída por mulheres com trajes formais e homens de terno escuro, ejetados pelos aviões que aterrissavam no primeiro horário da manhã.
Usuário contumaz da ponte aérea que liga São Paulo ao Rio, jamais havia me deparado com aquela aglomeração ordeira.
Assim que a jibóia fez a curva, saí de lado para enxergar a origem do congestionamento. Não pude acreditar: a fila desembocava na boca da escada rolante. Ao lado dela, a escada comum, deserta como o Saara.
Imaginei que houvesse alguma razão para tanta espera, quem sabe a escada mecânica estivesse obstruída; mas, como não percebi nenhum obstáculo, caminhei em direção a ela. Não fosse a companhia de um rapaz de mochila nas costas, dois degraus à minha frente, eu teria descido no desamparo.
Se ainda fosse para subir a escada rolante, o esforço maior e a transpiração àquela hora da manhã talvez justificassem a falta de iniciativa. Os enfileirados, no entanto, berrando em seus celulares, em pleno vigor da atividade profissional, recusavam-se a movimentar as pernas mesmo para descer.
Se perguntássemos para aquele povo se a vida sedentária faz bem à saúde, todos responderiam que não. Pessoas instruídas estão cansadas de ler a respeito dos benefícios que a atividade física traz para o corpo humano: melhora as condições cardiorrespiratórias, reduz o risco de doenças cardiovasculares, reumatismo, diabetes, hipertensão arterial, câncer, degenerações neurológicas etc.
Por que, então, preferem aguardar pacientemente a descer um lance de degraus às custas das próprias pernas?
Por uma razão simples: o exercício físico vai contra a natureza humana. Que outra explicação existiria para o fato de o sedentarismo ser praticamente universal entre os que conseguem ganhar a vida no conforto das cadeiras?
A preguiça para movimentar o esqueleto não é privilégio de nossa espécie: nenhum animal adulto gasta energia à toa. No zoológico, leitor, você jamais encontrará uma onça dando um pique aeróbico, um gorila levantando peso, uma girafa galopando para melhorar a forma física. A escassez milenar de alimentos na natureza fez com que os animais adotassem a estratégia de reduzir o desperdício energético ao mínimo.
A necessidade de poupar energia moldou o metabolismo de nossa espécie de maneira tal que toda caloria ingerida em excesso será armazenada sob a forma de gordura, defesa do organismo para enfrentar as agruras dos dias de jejuns prolongados que porventura possam ocorrer.
Por causa dessas limitações biológicas, se você é daquelas pessoas que esperam a visita da disposição física para começar a fazer exercícios com regularidade, desista. Ela jamais virá. Disposição para sair da cama todos os dias, calçar o tênis e andar até o suor escorrer pelo rosto nenhum mortal tem.
Encare a atividade física com disciplina militar ou esqueça-se dela. Na base do "quando der, eu faço", nunca dará.
Falo por experiência própria. Sou corredor de distâncias longas há muitos anos. Às seis da manhã, chego no parque, abro a porta do carro e saio correndo. Não faço alongamento antes, como deveria, porque, se ficar parado, esticando os músculos, volto para a cama. Durante todo o percurso do primeiro quilômetro, meu cérebro é refém de um pensamento recorrente: não há o que justifique um homem passar por esse suplício.
Daí em diante, as endorfinas liberadas na corrente sangüínea tornam o sofrimento mais suportável. Mas o exercício só fica bom, de fato, quando termina. Que sensação de paz e tranqüilidade! Que prazer traz a certeza de que posso passar o resto do dia sentado, sem o menor sentimento de culpa.
Se eu perguntasse às pessoas daquela fila por que razão levam vidas sedentárias, todas apresentariam justificativas convincentes: excesso de trabalho, filhos que precisam ir para a escola, obrigações familiares, trânsito, falta de dinheiro, violência urbana.
No passado, diante desses argumentos, eu ficava condoído e me calava. Os anos de profissão mudaram minha atitude, entretanto: escuto as explicações em silêncio, mas não me comovo com elas. O coração vira uma pedra de gelo. No final, quando meu interlocutor pergunta como poderia encontrar tempo para a atividade física regular, respondo:
"Isso é problema seu."

MAIS SOBRE MÚSICA

NEUROCIÊNCIA



O "barato da música" .

Suzana Herculano-Houzel

Tem site para tudo na internet, e outro dia descobri um que vendia músicas que supostamente induziam "estados cerebrais" semelhantes aos produzidos por drogas. Por alguns módicos dólares, o site oferecia a experiência de uma viagem lisérgica, cocaínica ou canabinóide produzida por seu cérebro em resposta a músicas que você poderia baixar para seu computador ou ouvir lá mesmo. Um aviso discreto esclarecia, no entanto, que o efeito, inclusive o da "amostra grátis" disponível para download, só era garantido se você comprasse os fones de ouvido especiais vendidos exclusivamente por eles...
É claro que se tratava de mais um esquema para pegar crédulos incautos com cartões de crédito ávidos por experimentar "efeitos seguros" de drogas. Sim, boas músicas dão "barato" ao cérebro (não era o caso das músicas disponíveis no site, não para o meu cérebro -mas, certo, eu não tinha os fones especiais). Por definição, a boa música é aquela que dá trabalho ao cérebro na dose certa e leva à ativação do sistema de recompensa: quanto mais intensa essa ativação, mais intensa a sensação de prazer.
Cada cérebro tem suas preferências pessoais para o que será considerado boa música, mas alguns critérios são comuns aos mais variados cérebros. Músicas que chamam nossa atenção possuem uma estrutura melódica e temporal complexa o suficiente para que os processos automáticos de análise de padrões que o cérebro faz desde a primeira nota tenham um certo trabalho para criar expectativas sobre como a melodia deve prosseguir. Esse processo (não consciente) de tentar adivinhar as próximas notas e, eventualmente, acertar é um estímulo ao sistema de recompensa, que mantém o cérebro interessado em continuar a brincadeira e faz com que ele goste da música.
Por um lado, melodias simples demais, como o dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó de uma escala, têm uma estrutura tão trivial que rapidamente deixam de servir de estímulo ao sistema de recompensa. No outro extremo, seqüências que seguem padrões complexos demais para serem descobertos pelo cérebro, ou que não seguem padrão nenhum, são frustrantes para o sistema de recompensa -e logo são abandonadas, por não oferecerem prazer algum.
Quanto mais músicas ouve, mais o cérebro aprende a encontrar e antecipar padrões em melodias e ritmos cada vez mais complexos e, assim, mais músicas complexas quer ouvir. O "barato" da música vem do trabalho que ela dá ao cérebro.




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SUZANA HERCULANO-HOUZEL, neurocientista, é professora da UFRJ e autora de "O Cérebro Nosso de Cada Dia" (ed. Vieira & Lent) e de "O Cérebro em Transformação" (ed. Objetiva)
mailto:suzanahh@folhasp.com.br

SneakersBR

SAQUEM ESTE BLOG.SneakersBR

TÊNIS MANEIROS PARA A PRÁTICA ESPORTIVA OU NÃO, AFINAL
COMO DIZIA O POETINHA, "BELEZA É FUNDAMENTAL".
CONCORDAM?

CONSIDERAÇÕES DO AMIGO NILO

"Caramba, rapaz.
Você esta se superando. Desde quando você manja de informática para fazer blog e o escambau...
Ficou maneiríssimo, meu amigo.
Depois me ensina como fazer pra mim também, ok?
Abração"

NEN

NEM, QUEM?
VOCÊ SABE.
SÓ.
NÓS.
2.
JÁ É?
FUI...

MESTRES E MESTRANDOS

A UNIVERSIDADE DO AUXILIADORA,PARECE QUE GANHOU PARA O SEU
QUADRO DE PROFESSORES, O MESTRE EM MOTRICIDADE HUMANA MAURÍCIO CALOMENI.

A CADEIRA DE EDUCAÇÃO FÍSICA VAI TER INÍCIO EM 2009, E APÓS A TAMBÉM BELA AQUISIÇÃO DO PROFESSOR E BREVEMENTE TAMBÉM MESTRE, NILO TERRA, A UNIVERSIDADE VAI ESTAR MUITO BEM SERVIDA, POIS, SÃO PESSOAS DE UMA GRANDE CAPACIDADE E COM UM FUTURO PROMISSOR COMO PESQUISADORES.
PARABÉNS E SUCESSO. ESTES SÃO OS VOTOS DESTE HUMILDE BLOG.

Blog do Professor Marcos Almeida

HOJE PRESENCIEI UMA AULA DE SPINNING. O AMIGO FILLIPE AZEVEDO, GRANDE PROFESSOR E INDUTOR DE VIAGENS, CONSEGUE TRANSFORMAR ESTA EXPERIÊNCIA NUMA COISA SENSORIAL.
SOMOS SABEDORES QUE O CÉREBRO É SELETIVO, OU SEJA, CONSEGUE FILTRAR VÁRIOS AGENTES DISPERSORES E FOCAR NUMA DETERMINADA SITUAÇÃO, POIS SÓ ASSIM CONSEGUE O TÃO FALADO E POUCO ALCANÇADO "FOCO". POIS O DITO PROFESSOR E INDUTOR DE VIAGENS, CONSEGUE TRANSPORTAR OS ALUNOS PARA SUBIDAS DE MORRO, DESCIDAS E UMA COISA CHAMADA RACE. ESTE ORGÃO DE TRANSPORTE DO PROFESSOR FILLIPE, NÃO É NENHUM ÔNIBUS OU VAN, MAS SIM PALAVRAS E GESTOS, ONDE OS ALUNOS ACREDITAM NAS MAIS VARIADAS SITUAÇÕES PROPOSTAS.
O CÉREBRO DURANTE ESTAS AULAS, OPTA POR SENTIR DOR E FAZER MUITA FORÇA OU SE LIGAR NAS PALAVRAS DO INDUTOR/PROFESSOR E NAS MÚSICAS (SIM, ELA DE NOVO). QUAL DESTAS OPÇÕES QUE ACHAS QUE O CÉREBRO SEGUE? PARECE QUE ELE ESCOLHE O PRAZER, ATRAVÉS DA LIBERAÇÃO DE OPIÁCEOS NATURAIS (SEROTONINA, BETAENDORFINA E CONGÊNERES),ONDE O ALUNO CONSEGUE FAZER MAIS FORÇA E POR MAIS TEMPO SEM NO ENTANTO "SENTIR ISSO.
INTERESSANTE NÃO?
QUE ACHAM?

Blog do Professor Marcos Almeida

Gostaria de deixar escrito a importância dos grandes
amigos. Esta importância pode ser relatada através de nomes,
nomes estes de pessoas queridas e admiradas por mim.
Pesoas que conheci recentemente, coisa de 2 à 3 anos e até
menos. Gostaria que soubessem que vocês engrandecem a nossa área profissional
e preenchem a nossa área afetiva. Sem mais delongas, vocês são:
ANDERSON,EDÚ,FELIPE,MAURÍCIO, NILO E SILENO (ORDEM ALFABÉTICA). Apesar
dos pesares, tudo está valendo a pena. FORTE ABRAÇO EM TODOS VOCÊS.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Memória e aprendizagem, tema bastante atual e eterno, se é que me entendem.
Esta é a verdadeira busca para o crescimento do ser humano.Se não acontecer aprendizagem e memória, podemos ter problema até com o nosso nome, imagina o resto.

Artigos

edição 190 - Novembro 2008 revista mente e cérebro


Memórias consolidadas
Transformação de nossas lembranças em registros permanentes envolve a reorganização de redes cerebrais que processam estas informações


A conversão de uma memória de curto para longo prazo requer mudanças dentro do cérebro que protegem nossas lembranças e conhecimentos tanto da interferência de estímulos como de perdas por danos ou doenças. Esse processo em que as experiências são permanentemente registradas requer tempo e chama-se consolidação.

“As porções celular e molecular da consolidação da memória ocorrem geralmente nos primeiros minutos ou horas após o aprendizado e resultam em alterações nos neurônios ou em conjuntos deles”, afirma o professor Alison R. Preston, do Centro de Aprendizagem e Memória da Universidade do Texas, em Austin.

A mudança envolve a reorganização de redes cerebrais que lidam com o processamento de memórias individuais e pode, por isso, demorar dias ou até anos. A demora ocorre por relacionar também as memórias declarativas – lembranças de fatos gerais e eventos específicos – e depende da função do hipocampo e de outras estruturas do lobo temporal médio do cérebro.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

OLHA QUE COISA INTERESSANTE (O GLOBO), MOSTRANDO MAIS UMA VEZ O PODER DA MÚSICA.

Música pode ter o mesmo efeito de estatinas no coração
Publicada em 12/11/2008 às 14h42mReuters

WASHINGTON - As músicas que elevam o coração também podem fortalecê-lo. Pesquisadores americanos constataram que quando as pessoas escutam sua música favorita, seus vasos sangüíneos se dilatam quase da mesma forma que o fariam se o indivíduo tivesse tomado uma medicação para esse fim. (Opine: Que música faz seu coração bater mais forte? )
- O efeito é muito impressionante - afirma Michael Miller, diretor de cardiologia preventiva do Centro Médico da Universidade de Maryland, em Baltimore, Nos Estados Unidos. - O diâmetro dos vasos melhorou, os vasos se abriram bastante. Essa ampliação também ocorre quando as pessoas fazem exercícios físicos ou riem bastante.
Leia mais: Crianças obesas com artérias iguais às de adultos de 45 anos
Um efeito similar também é observado com medicamentos como as estatinas e os inibidores de enzima de conversão da angiotensina (ECA). Quando os vasos se dilatam, o sangue flui mais facilmente e é menos provável a formação de coágulos, que causam infartos e derrames. Os vasos elásticos também resistem ao endurecimento provocado pela aterosclerose.
- Não estamos dizendo que as pessoas devam deixar de tomar estatinas ou que não se exercitem, mas que esta descoberta se some a um programa geral de saúde cardíaca - sugere Miller, que apresentou os resultados no encontro da Associação Americana do Coração, em Nova Orleans.
A equipe avaliou dez homens e mulheres saudáveis, que não fumavam, e lhes pediu que levassem sua música favorita. Os voluntários passaram meia hora ouvindo esta canção e outra meia hora escutando músicas que estimulavam a ansiedade, enquanto os pesquisadores realizavam exames de ultra-som para mostrar o funcionamento dos vasos sangüíneos.
Comparado com as medidas normais de base, o diâmetro aumentava 26% em média quando os voluntários ouviam sua música favorita. Ouvir músicas das quais não gostavam reduzia em 6% o calibre das artérias.
O autor diz que pensou nesta hipótese após realizar um estudo anterior que mostrava que o riso faz o sangue fluir melhor.
- Perguntei-me quais as outras coisas que nos fazem sentir realmente bem, além das calorias do chocolate, é claro. Ocorreu-me a música. Realmente, ela me faz sentir bem - explicou Miller, acrescentando que apesar de a maioria dos voluntários ter optado por música country, o estilo não é tão importante como o prazer que sente cada pessoa ao escutar suas canções favoritas.

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Professor, Mestre em Ciência, assessor esportivo, maratonista.