terça-feira, 27 de janeiro de 2009

JOGOS ELETRÔNICOS PARA DESENVOLVER A ATENÇÃO

Prof. Dr. Emílio Takase

As habilidades cognitivas são a percepção, memória, linguagem, criatividade, resolução de problemas, tomada de decisão, metacognição, entre outras. Da lista citada, tirando a criatividade, podemos encontrar uma diversidade de jogos eletrônicos para realizarmos o treinamento das habilidades cognitivas. Apesar da diversidade de jogos de tabuleiro e jogos eletrônicos, por exemplo, ainda precisamos criar nas escolas, uma cultura de prática para desenvolvimento das habilidades cognitivas através de jogos de tabuleiro e jogos eletrônicos.

“Por que não realizar na iniciação esportiva com os jogos eletrônicos, uma educação cerebral que possibilite o acompanhamento do BC durante as partidas?”

Porém, muitos desses jogos eletrônicos são casuais, ou seja, são jogados para relaxar, distrair, melhorar uma ou outra habilidade cognitiva, mas sempre vai ativar e manter saudável o cérebro. Por outro lado, quando buscamos mudar significativamente uma alteração no cérebro, precisamos mudar o nosso comportamento ao jogarmos, não só em relação à atitude, disciplina, entre outros, mas também na parte psicofisiológica.

Por exemplo, ao relaxarmos, o batimento cardíaco diminui até o estado de repouso. Quem tem um freqüencímetro cardíaco já sabe o valor do seu Batimento Cardíaco (BC) no estado de repouso e quem não tem pode procurar um profissional da saúde para aprender. E sem dúvida, que o comportamento do BC vai influenciar no funcionamento cerebral.
Após anos de prática, conseguimos os resultados que observamos/desejamos, principalmente na mudança significativa das ondas cerebrais. À medida que a ciência do cérebro avança e compreendemos como cada técnica de meditação muda os padrões das ondas cerebrais, podemos construir outros meios para alcançarmos os mesmos objetivos.

Assim, ao invés das técnicas de meditação, por que não desenvolvemos as nossas habilidades cognitivas através dos jogos eletrônicos?

Cada vez mais, a iniciação com os jogos eletrônicos estão ocorrendo antes dos 5 anos de idade, seja para os meninos quanto para as meninas. Por que não realizar na iniciação esportiva com os jogos eletrônicos, uma educação cerebral que possibilite o acompanhamento do BC durante as partidas?

Assim como foi falado do acompanhamento do BC em determinadas atividades, vamos começar a acompanhar o nosso BC durante a atividade em jogos eletrônicos. Muitos conseguem aumentar o BC só de imaginar que está correndo ou realizando algum tipo de esforço físico. Desta forma, esse esforço mental/cerebral será exigido durante os jogos eletrônicos e, conseqüentemente, o BC poderá aumentar, diminuir ou manter-se estável. Os estudos mostram que há o aumento do batimento cardíaco (ver mais em leituras complementares), principalmente em jogos violentos. Como o objetivo é treinar as habilidades cognitivas, vamos nos centrar nos jogos eletrônicos relacionados às habilidades cognitivas, como foi mencionado acima.

Leituras Complementares:

Heart Rate Dynamics During Three Forms of Meditation
http://www.scribd.com/doc/6806656/Heart-Rate-Dynamics-During-Three-Forms-of-Meditation

Exaggerated Heart Rate Oscillations During Two Meditation Techniques
http://www.physionet.org/physiobank/database/meditation/meditation.pdf

Active Video Games Increase Heart Rate And Calorie Expenditure In Children
http://www.medicalnewstoday.com/articles/120090.php

Mouse mede batimento cardíaco e mostra instruções de respiração
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u431264.shtml

Falta de vitamina D eleva risco de falha de memória

A falta de vitamina D, cuja principal fonte é o sol, eleva o risco de déficit cognitivo em idosos, revela um estudo das universidades de Cambridge e de Michigan com 2.000 pessoas com 65 anos ou mais. É a primeira vez que essa ligação é demonstrada em uma pesquisa científica de larga escala.
O déficit cognitivo, caracterizado por falhas de memória e de processamento das informações, é um dos principais fatores de risco para a demência.
Durante o estudo, publicado ontem no "Journal of Geriatric Psychology and Neurology", foram medidos os níveis de vitaminas e das funções cognitivas.
Os pesquisadores verificaram que, quanto menores os níveis de vitamina D, maiores são as taxas de déficit cognitivo. Os idosos que tinham deficiência de vitamina D, quando comparados com aqueles que apresentavam bons níveis desse nutriente, apresentaram o dobro de chances de danos cognitivos.
Historicamente, a deficiência de vitamina D em idosos tem sido relacionada a risco aumentado de quedas e fraturas. Esse nutriente, que já existe no organismo e é "acordado" pelo sol, é responsável pela absorção de cálcio, essencial para o desenvolvimento dos ossos.
"Nós não sabemos exatamente como a vitamina D afeta o sistema cognitivo, mas outros estudos menores já sugeriram uma relação entre a função mental e a vitamina D. Também sabemos que ela atua na regulação do metabolismo e na proteção do sistema autoimune. Então, é possível que ela tenha um efeito neuroprotetor e que, inclusive, exerça um papel reparador do cérebro", disse Iain Lang, professor da Península Medical School e um dos autores do estudo.
Lang explica que a maioria das pessoas consegue obter vitamina D suficiente por meio do sol, mas que em idosos e negros a absorção desse micronutriente é menor. "Isso pode acontecer inclusive no Brasil, um país bem mais ensolarado do que a Inglaterra", comenta o pesquisador, citando dados de um estudo brasileiro.
A pesquisa mencionada por Lang foi desenvolvida pela UFRS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), em 2005, com 102 idosos de duas clínicas geriátricas de Porto Alegre. O trabalho constatou que 85% deles tinham deficiência de vitamina D.
Lang defende que os médicos estejam atentos para a necessidade de suplementação do nutriente, por meio de alimentos -como salmão e atum- ou de compostos vitamínicos.
"Pessoas com maior dano cognitivo têm mais chances de desenvolver demência. Identificar caminhos que nos levem a diminuir os níveis de demência é a chave para os serviços de saúde de todo o mundo."

domingo, 25 de janeiro de 2009

Quem é seu exemplo de vida?

Não olhe as respostas...


Se for ruim de cálculo, pegue a calculadora



1) Escolha seu número preferido de 1 a 9



2) Multiplique por 3,



3) Some 3 ao resultado



4) Multiplique o resultado por 3



5) Some os dígitos do resultado



Role a tela para baixo...





Veja o número que corresponde ao seu exemplo de vida

1. Einstein




2. Nelson Mandela




3. Ayrton Senna




4. Bill Gates




5. Romário




6. Gandhi




7. Lula




8. Thomas Edison



9. Professor Marcos almeida



10. Abraham Lincoln



Pois é... Um dia você ainda chega lá...



P.S.: Pare de escolher outros números, eu sou seu ídolo, admita logo... hahahahahah!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Suzana Herculano-Houzel dá dicas da neurociência para viver um grande amor

A notícia, anunciada há duas semanas, era digna de comemoração: segundo estudo recente, o sistema de recompensa do cérebro pode continuar respondendo à visão da pessoa amada durante décadas com a mesma euforia e empolgação dos casais recém-apaixonados. A novidade rendeu reportagens em revistas, televisão e internet, e até uma coluna aqui, onde cometi (aparentemente) a imprudência de me comprometer a voltar ao assunto nessa semana com dicas sobre como alimentar a chama cerebral da paixão de modo que ela dure décadas a fio.
Seria imprudência, de fato, dar dicas com base em experiência própria, o que não posso fazer: embora o prognóstico seja favorável e eu siga muito apaixonada, obrigada, meu casamento tem apenas três anos de história. Já é suficiente para contrariar a visão popular de que a paixão tem cerca de 18 meses de prazo de validade -mas é pouco para dar conselhos.
A neurociência, no entanto, é uma jovem senhora de mais de 150 anos de experiência e com vários conselhos para dar. Se ela hoje sabe que a paixão é um estado particular de intensa ativação do sistema de recompensa associada à visão, presença ou mera ideia da pessoa amada, então manter a paixão consiste em... manter a associação entre a tal pessoa e a ativação do sistema de recompensa. Ou seja: associar prazer ao amor.
Como o sistema de recompensa é o conjunto de estruturas que sinalizam ao resto do cérebro quando algo interessante acontece ou tem grandes chances de acontecer, causando prazer e satisfação, todo tipo de prazer associado à pessoa amada ajuda a manter acesa a chama cerebral da paixão: carinho, sexo, humor, atenção, apoio, conversas estimulantes, atividades intelectuais, cinema, hobbies -e novidades.
Novidades, por definição, são um estímulo fabuloso ao sistema de recompensa, sobretudo se voluntárias e seguras. Viajar juntos a um destino novo é tudo de bom: se novas camas, restaurantes, paisagens e experiências fazem bem ao sistema de recompensa de ambos os amantes simultaneamente, o cérebro de cada um associa o novo prazer à presença do outro. E, assim, de novidade em novidade, de um prazer a outro novo prazer, o sistema de recompensa pode passar décadas, se não uma vida toda, achando que aquela pessoa em especial é particularmente desejável e excitante, pois coisas fabulosas acontecem quando se está com ela.
Se funciona? Vários casais antigos me garantem que sim. Pergunte-me daqui a uns dez anos...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mente feminina é mais propensa a pensar em comida

O cérebro do homem tem mais "força de vontade" que o da mulher para controlar o desejo de comida, indica estudo com voluntários que ficaram 17 horas em jejum e depois foram estimulados com imagens de seus alimentos preferidos.
O experimento, realizado nos EUA, tem seu resultado publicado na edição de hoje da revista "PNAS". Para o estudo, os cientistas pediam aos participantes do teste que tentassem inibir a fome, ignorando o estímulo visual e pensando em outras coisas. Tanto homens como mulheres conseguiam diminuir a fome. O cérebro masculino, porém, revelou uma atividade menor nas áreas envolvidas com regulação de emoções. O cérebro feminino, aparentemente, continuava "ligadão" no desejo de alimento.
"Nosso estudo era sobre comparar a diferença de gênero na capacidade de inibição do desejo de comida durante estimulação. É sobre controle cognitivo", disse à Folha o principal autor, Gene-Jack Wang, do Laboratório Nacional Brookhaven, de Upton (EUA).
O estudo foi feito com 13 mulheres e 10 homens de peso normal, com média de IMC (Índice de Massa Corporal) de 24,8, considerado normal.
Depois de estimulados, os cérebros dos participantes eram examinados através de PET (tomografia por emissão de pósitrons). Os cérebros dos homens que adotavam a técnica de "inibição cognitiva" desligavam várias áreas associadas à regulação da emoção, como a amígdala, o hipocampo, a ínsula e o córtex orbitofrontal.
O estudo do grupo de Wang lembra que a capacidade de controlar emoções é fundamental, e que danos nesse sistema de inibição podem levar a distúrbios alimentares.
A interação entre genética e ambiente tem levado a uma epidemia de obesidade nos EUA, dizem os médicos. A predisposição nos genes se alia à maior facilidade de obtenção de alimentos calóricos demais.
"Nossa descoberta de uma falta de reação à inibição em mulheres é consistente com estudos comportamentais", escreveram os cientistas.
Os alimentos escolhidos para o teste vieram de uma lista apresentada pelos pesquisadores. Havia legumes e vegetais na lista. Mas os favoritos eram "bombas calóricas": pizza, lasanha, cheeseburger, sanduíche de bacon, queijo e ovo, sorvete ou bolo de chocolate.
"Gordura e açúcar provêm um monte de calorias. Levou milhares de anos para os nossos ancestrais descobrirem isso para nós. Não tínhamos o "luxo" disso até os últimos quarenta anos, quando pudemos produzir grande quantidade de comida a preço barato", diz Wang.
"Vários estudos recentes provaram que roedores que recebem açúcar intermitentemente se tornam tão viciados nele como se fosse álcool", diz Wang. Ele cita também uma pesquisa que monitorou centenas de homens e mulheres por 20 anos e mostrou várias diferenças no histórico de peso.
Homens ganharam em média 4,5 kg por década; mulheres tiveram ganho de 2,3 kg entre 1982 e 1992, e de 4,1 kg de 1992 a 2002. Em 1982, 90% das mulheres tinham peso normal, número que caiu para 74% duas décadas depois. Entre homens, 79% tinham peso normal em 1982 e apenas 43% em 2002.
Entre os obesos (IMC acima de 30), os números foram parecidos. Havia só 1% de homens ou mulheres obesos quando adolescentes, mas o valor subiu para 8% entre mulheres e 9% entre homens 20 anos depois.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

SONO E MEMÓRIA

Mais uma matéria sobre o sono, desta vez fornecida pela revista Scientific American, onde esta dicorre sobre a importância deste para a formação da memória.

Vamos ao texto:

Os últimos 20 anos forneceram consideráveis evidências do papel fundamental do sono na consolidação da memória. O núcleo das pesquisas nessa área refere-se a importância do descanso noturno por períodos mais longos. Por esse motivo o tempo de sono realmente necessário para que seus efeitos sobre a memória se tornem significativos, do ponto de vista comportamental, ainda não foi suficientemente investigado, avaliam os neuroendocrinologistas Manfred Hallschmid e Suzanne Diekelmann da Universidade de Lüebeck, Alemanha. Mas há razões para presumir que, mesmo períodos curtos de descanso podem, de fato, melhorar a eficiência da memória.

Existem poucos estudos que investigam o efeito de um breve cochilo na consolidação de memórias declarativas ─ as que envolvem fatos e eventos. A maioria desses estudos descreve um melhor desempenho após o sono, quando comparado com a vigília, mostrando melhoras na eficiência de 4% a 46% na memória para pareamento de palavras após uma sesta. Até um cochilo rápido, em torno de cinco minutos, melhora a eficiência da memória em relação à vigília. Já uma soneca mais prolongada, de 35 minutos, mostra resultados muito superiores. Curiosamente, uma série de experimentos mostra que o sono beneficia a memória independentemente da hora em que se dorme, o que destaca o potencial cognitivo do cochilo após as refeições.

Uma pesquisa sobre memória procedural, ─ que inclui habilidades perceptivas e motoras, como aprender a tocar um instrumento ─ mostra que uma sesta de 60 a 90 minutos melhora a percepção visual apenas se, nesse período de sono, os olhos fazem os dois movimentos de ondas lentas e rápidas, as duas fases que o cérebro atravessa enquanto cochilamos.

Os estudos se concentraram nas habilidades motoras como, por exemplo, aquelas em que os participantes devem digitar várias vezes certas seqüências em um teclado. Após um sono de 60 ou 90 minutos há melhora no desempenho da digitação, mas resultados muito melhores são obtidos após uma noite inteira de sono.

Em resumo, essas observações sugerem que um cochilo pode ajudar uma pessoa a se lembrar do que acabou de aprender, mas ela precisa de períodos mais longos, com os olhos fechados, para extrair o pleno potencial do sono.

Fica claro o meu interesse pela melhora da memória e obvio, pela defesa do sono nosso de cada dia.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Estudo comprova benefícios do esporte para a saúde cerebral.

O educador físico Wantuir Francisco Siqueira Jacini analisou, em humanos, os efeitos que os exercícios físicos podem causar no sistema nervoso central. Inédita no país, a pesquisa foi realizada no Laboratório de Neuroimagem da Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Orientado pelo professor Li Li Min, do Departamento de Neurologia da FCM, o estudo revela os primeiros resultados sobre as alterações estruturais que ocorrem em uma das áreas mais complexas do corpo humano pela prática de atividade física.
Os testes apontaram que o planejamento motor, associado a exercícios físicos, pode ser benéfico para a saúde do cérebro, uma vez que melhora a plasticidade cerebral, que é a capacidade de reorganização de estruturas danificadas. Em geral, esses danos são causados por dor ou lesões – entre as quais, o AVC (acidente vascular cerebral). Este aspecto, de acordo com o estudo, justificaria a prática de esportes na reabilitação de pacientes portadores de doenças neurodegenerativas – Mal de Alzheimer ou Mal de Parkinson, para ficar em dois exemplos.
Estudos experimentais feitos em ratos já demonstravam aumento dessa plasticidade no sistema nervoso, mais especificamente o acréscimo do volume de substância cinzenta – fundamental por produzir ou receber estímulos nervosos. Em humanos, no entanto, até então poucos estudos tinham sido feitos, em razão da falta de mecanismos de avaliação não-invasivos.
Ao utilizar imagem de ressonância magnética especialmente desenvolvida para a mensuração, o educador físico não só conseguiu analisar as transformações ocorridas com a prática contínua de atividade física, como também desenvolveu uma metodologia para outros estudos que tenham como objetivo avaliar o volume de substância cinzenta nas regiões cerebrais.
Financiado pelo CNPq, o trabalho foi apresentado na íntegra em julho de 2006, em um dos encontros mundiais mais importantes sobre mapeamento cerebral, ocorrido na cidade italiana de Florença. Os resultados também constam da dissertação de mestrado de Jacini, apresentada em fevereiro na FCM. A pesquisa originou, ainda, outros dois artigos científicos que serão publicados em revistas internacionais.
Judocas e corredores – O objeto de estudo de Wantuir Jacini foram os judocas e corredores de longa distância. Já o grupo-controle era formado por indivíduos sedentários, cujos resultados dos exames foram comparados aos dos atletas de elite. No total foram 16 atletas entre judocas e corredores e 20 sedentários, todos com características similares, de peso, altura e idade. Jacini tomou o cuidado de realizar todas as comparações possíveis para obter os resultados sem margem de erro.
Os índices para mensurar o aumento da substância cinzenta no sistema nervoso central foram medidos por voxels, o equivalente a um cubo de um milímetro nos três eixos que compõem a região do sistema nervoso. No caso dos judocas em comparação com os sedentários, ocorreu aumento no volume de substância nas áreas motoras e associativas – esta última envolve visão e memória. Algumas áreas vinculadas a planejamento e concentração também tiveram alterações.
No total, o aumento do volume de substância cinzenta em judocas foi de sete mil voxels. Jacini explica que para se ter uma idéia exata do que isso representaria, seria necessário um estudo funcional feito por especialistas, dessas alterações. Mesmo não sendo um especialista, o educador físico observa que as áreas afetadas pelo aumento da substância cinzenta são aquelas relacionadas à melhora da qualidade de vida. No caso do aumento nas áreas associativas, por exemplo, o fato consistiria uma pista para propor alternativas para reabilitação das doenças neurológicas.
Os resultados apontados na comparação entre os corredores de longa distância e sedentários foram a grande surpresa do trabalho desenvolvido na FCM. O estudo constatou, por exemplo, que nos corredores de longa distância, os índices de volume de substância cinzenta aumentaram e reduziram em proporções significativas. O aumento foi em média 41 mil voxels, enquanto a redução somou 34 mil voxels, o que representa ganho no volume de substância cinzenta. Na região temporal, ligada à memória, observou-se maior perda da substância, em torno de 10 mil. Em compensação, no cerebelo e na região frontal – áreas motoras –, o aumento foi substancial.
As comparações entre os dois grupos de atletas acusaram maior ganho entre os judocas nas regiões do cérebro, cerebelo e pariental. Neste sentido, o educador físico acredita que os estudos poderão avançar para especificar melhor as práticas de exercícios físicos voltados para doenças que atinjam o sistema nervoso. Um exemplo seria atividade de judô para crianças com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), uma vez que as áreas relacionadas à concentração estariam sendo estimuladas.
Após longo inverno, devido a novas obrigações profissionais,tenho deixado o blog desatualizado. Buscarei, na medida do possível, sempre ter assuntos que sejam de interesse dos meus poucos e fiéis leitores. Que assim seja!!

domingo, 4 de janeiro de 2009

MAIS UMA EVIDÊNCIA DAS ÁREAS CEREBRAIS AGINDO EM CONJUNTO E NÃO ISOLADAMENTE

Cientistas descobriram que um cego pode ser orientar num labirinto sem qualquer ajuda, usando apenas a percepção, informa a edição de terça-feira do Globo. Na experiência, um homem que perdeu a visão depois de derrames foi capaz de caminhar por um corredor estreito com cadeiras e caixas sem esbarrar em nada, graças a conexões desconhecidas formadas em seu cérebro. Os olhos do homem são normais, mas ele ficou cego porque sofreu danos no córtex visual. O estudo liderado por pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e publicado na revista "Current Biology", sugere que podemos dispor do subconsciente para fazer coisas que pensamos não ser capazes. Esta pesquisa reforça trabalhos anteriores mostrando que outras áreas no cérebro, além do córtex, processam a informação visual.

O cego, um médico aposentado identificado apenas pelas iniciais TN, perdeu sua visão depois de sofrer dois acidentes vasculares que danificaram os dois lados do seu córtex estriado, a região responsável pelo processamento da visão. Os seus olhos funcionam normalmente, mas o seu cérebro é incapaz de captar a informação enviada por eles, deixando-o totalmente às escuras.

TN possui uma habilidade chamada blindsight, na qual o indivíduo consegue detectar objetos num ambiente e reações, porém sem enxergá-los de fato. Por exemplo, ele detecta expressões faciais de outras pessoas, mas seu cérebro não as interpreta. Ele anda como uma pessoa cega, precisa de uma bengala para desviar de obstáculos.

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Campos, RJ, Brazil
Professor, Mestre em Ciência, assessor esportivo, maratonista.