terça-feira, 29 de março de 2011

Ralando o coco

Pois é, como combinado no momento de reativação deste blog, disse: a freqüência de postagem seria menor que a planilha semanal de corrida. Porém, foi e está sendo, ainda menor do que eu estava imaginando.
De qualquer forma, estou vivo e relatando momentos interessantes na vivência profissional.
Esta semana, embarco para o Chile na companhia de amigos/alunos para correr prova em Santiago. Vai de 10k a maratona ( 42k 195 ms).
A tensão está média, tanto por mim quanto pelos alunos, pois a responsabilidade é grande perante tantos objetivos traçados por todos. Prometo relatar os momentos vividos por todos nesta aventura programada. Que assim seja. Até...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Tênis Newton e os novos móveis da sala
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Marcos Wellington Sales de Almeida é maratonista, professor de educação física, mestre em ciência da motricidade humana e possui sua própria assessoria esportiva.

Com todo esse know-how, Marcos está sempre ligado nas novidades do universo esportivo e ao ficar sabendo da chegada dos tênis Newton às lojas Track&Field, foi correndo garantir seu par.

Após alguns treinos, o atleta avaliou o desempenho de seu Newton e escreveu um ótimo texto para o TF Blog contando sobre sua experiênica:

“Sabe quando você troca de lugar ou adquire novos móveis para sua sala? Inicialmente há uma confusão visual e espacial devido à nova posição de mesas, cadeiras e poltronas, sendo necessário algum tempo para adaptação e tendo a obrigação de andar por esta sala inicialmente com a luz acesa.

Essa nova situação vivida e sua posterior adaptação, graças a rotina, recebem o nome de plasticidade neural, que é a capacidade do cérebro em se adequar as situações impostas, voluntárias ou não, no dia a dia.

Exatamente assim aconteceu com meu novo tênis. Num primeiro momento, achei estranho, parecia que tinha uma pedra ou algo parecido no meu terço anterior do pé. Sabia da necessidade de um maior tempo de uso para uma melhor adaptação, daí, logo no primeiro dia de posse deste, busquei colocá-lo na minha rotina de trabalho e treinos, para que as novas plasticidades (aprendizagem e memória) fossem facilitadas. Fiz um trote leve me adaptando aos “novos móveis da sala e com a luz acesa”.

No dia seguinte, fiz o meu primeiro treino de qualidade (treino intervalado), onde ainda em fase de aprendizagem, me senti mais familiarizado “na sala”.

Nestes treinos busco percebê-lo como um todo, o ritmo, a força exercida pelos membros inferiores, a coordenação dos braços, a posição dos pés, tendo agora como um novo elemento o momento do contato do pé com o solo. Percebi que este contato é feito utilizando toda a superfície plantar, ao contrário dos tênis tradicionais, que “obrigam” a impactar o calcanhar em primeiro lugar.

Quarenta e oito horas depois, realizei meu segundo treino de qualidade da semana, 9km intercalando ritmos, sentindo já uma melhor assimilação cerebral – já estava “andando na sala a meia luz”.

No sábado tinha na planilha um longo de 21km, aí sim poderia percebê-lo melhor, com mais tempo de uso e num outro tipo de treino. O dito cujo já tinha se saído bem nos treinos de velocidade, será que para o longo também seria legal? E aquela pedra (que já estava bem menor), iria aumentar de tamanho ou sumir de vez?

Assim, motivado e curioso, parti para este terceiro treino de qualidade da semana. Parecia que já éramos velhos conhecidos, já estava “andando pela sala à noite com a luz apagada”, tendo a percepção do tênis como um prolongamento dos pés, com uma bela estabilidade, tração e ótimo formato de pisada. Adaptação total, já esperando o próximo treino para usufruir desta maravilha.

Pontos negativos? Sim, claro. Um deles é saber que até a maratona de Santiago do Chile, que acontece em abril, terei que comprar um substituto, pois este estará bastante gasto.”

Tênis Newton e os novos móveis da sala

Tênis Newton e os novos móveis da sala

sábado, 12 de março de 2011

Uma nova tendência para o treinamento esportivo: a estimulação cognitiva

O que esportes dos mais variados tipos como o futebol, vôlei, judô, formula 1, boliche, natação, basquete, atletismo e outros, tem em comum, além da prática física, esta inerente a todas estas modalidades? Veja, são esportes individuais e coletivos onde todos necessitam na sua essência, de concentração, foco de atenção, melhora do movimento, velocidade de reação e solução para o problema que surge naquele momento. Momentos como as manobras executadas em milésimos de segundos pelo piloto no automobilismo, para as ações programadas ou inesperadas do judô, antevisão de jogadas no futebol, basquete e vôlei, concentração e melhora da técnica no atletismo, para suas mais variadas modalidades (corrida, arremesso e salto), como também para uma boa largada da natação, podendo esta definir o resultado final de uma prova. Enfim, todos necessitam de um trabalho diferenciado que vai além do treino físico que é baseado somente em repetições, técnicas e táticas que como sabemos, todos se utilizam de sua prática na busca de ganhos de performance. Então qual a similaridade além da prática física?
Estamos hoje diante de uma nova e eficiente ferramenta utilizada no esporte em busca da melhora individual/coletiva que é o treinamento cognitivo. Evidências científicas têm mostrado o efeito benéfico destas estimulações em inúmeras formas de aprendizagem motora. Quando falamos nesta aprendizagem e memória, de uma forma tradicional o trabalho que é feito para este fim é exclusivamente pensado apenas nas questões físicas do movimento, esquecendo, no entanto, o principal que é o cérebro, visto que através dele toda e qualquer aprendizagem voluntária pode ser aperfeiçoada, advindo daí, diferenças no rendimento esportivo onde a ciência busca incessantemente evoluir.
Procura-se hoje, exatamente, pesquisar e aplicar estes estudos neste novo campo motriz que é o campo cognitivo, com todas as suas possibilidades que se fazem presente no nosso dia-a-dia e direcionadas ao homem como um ser global e não unicamente físico.
Assim, novas formas técnicas e pedagogias foram formuladas mostrando a enorme capacidade da mente para auxiliar o processo de aprender. Dentre estes estímulos cognitivos, pode-se citar a Imagética Neural e a Estimulação Fótica e Auditiva. São métodos que tem se mostrado bastante eficientes em artigos cada vez mais publicados em revistas científicas especializadas. Explicando de forma bem simples e breve, a Imagética Neural consiste num ato de imaginar um determinado gesto esportivo (como o arremesso de basquete, por exemplo), usando para isto suas duas modalidades: a Visual e a Cinestésica. A primeira corresponde a se ver realizando o movimento e a segunda, a sentir o organismo executando este movimento, ambos de uma forma imaginária, utilizando os mais variados órgãos dos sentidos. Quando esta metodologia é executada em conjunto com o treino físico, os estudos mostram que os ganhos são superiores ao treinamento tradicional, que são quase sempre, realizados de forma isolada.
Outra categoria deste treino cognitivo é o realizado pela estimulação visual e auditiva, através de brain machines (máquinas da mente), com tecnologia de luz e som ou simplesmente sintetizadores de ondas cerebrais, sendo um método que promove mudanças de padrões cerebrais, gerando equilíbrio entre os hemisférios, facilitando o processo de aprendizagem e memória, exatamente o que se busca para aperfeiçoar e aprender um gesto esportivo.
Estes trabalhos, ainda pouco divulgados pela grande mídia, se mostram cada vez mais utilizados nestas modalidades de alto rendimento citadas anteriormente, facilitando e melhorando de sobremaneira a performance do atleta, dando-lhe uma maior vida útil, podendo também o auxiliar durante as lesões esportivas, propiciando ao seu cérebro se manter em atividade, pois, como relata o Neurocientista português, Antônio Damásio no seu livro - O erro de Descartes, emoção, razão e cérebro humano: “Cérebro e corpo encontram-se indissociavelmente integrados por circuitos bioquímicos e neurais recíprocos dirigidos um para o outro”, mostrando que somos um ser único e indivisível e em plena harmonia. Desta forma, com esta técnica acoplada ao treinamento do atleta, se ganha qualidade e performance para o ser que se move, melhorando a sua vida como um todo.

O RETORNO

Este blog era bem ativo na época do Mestrado, onde colocava artigos, resumos e afins, como o nome já dizia. Era uma forma de me manter atualizado como também compartilhar os textos com meus amigos de estudo. Bom, o tempo passa, novos objetivos são traçados e a vida segue o seu rumo natural. O universo conspira, esta é a minha crença maior, se plantas abacaxi ou morango, vais colher exatamente o plantado.

BREVE HISTÓRiCO

Profissionalmente busco sempre o novo, por mais estresse que possa causar num primeiro momento, mas como sabemos, o cérebro é plástico e se adapta facilmente as novidades, voluntárias ou não, do nosso dia-a-dia.
Pois bem, após começar profissionalmente trabalhando com futebol, enveredei pela musculação, sendo especialista na área (lato-sensu).
Concomitante a estas atividades, comecei com a Educação Física escolar, após 2 concursos realizados (estado e município).
Paralelamente jogava futebol e corria sem compromisso, enveredando a seguir pelo triatllon (no bom português), disputando shorts e distâncias olímpicas, aí sim, após esta bela experiência, comecei a correr de uma forma, digamos, mais séria.
No campo profissional comecei a passar treinos de corrida e desenvolver o Treinamento Funcional, duas áreas muito legais e sempre desafiadoras, pois dentro de um trabalho realizado em academia, se faz necessário trazer sempre novos elementos em busca de um melhor resultado para o aluno (cliente nesta nova forma de gestão), pois como sabemos, ganhar novos clientes é de certa forma fácil, o difícil é a retenção do mesmo.
Neste mesmo viés, comecei o Mestrado, processo lento, trabalhoso e muito doloroso, onde se tem uma grande experiência de vida e o crescimento pessoal e profissional é muito grande ( a família sofre pelas ausências, o orientador some nos momentos que mais se precisa dele, dorme-se pouco, não se tem fim de semana por um bom tempo) enfim, "é o bicho".
Fui convidado para trabalhar como gestor do esporte na Fundação Municipal de Esportes de Campos (diretor de esporte de alto rendimento e saúde), onde desenvolvo projetos voltados para a qualidade de vida da população (idosos, atletas, jovens).
Neste processo, tive o aval do Presidente da FME ( Magno Prisco), dentre outra funções, de reformular a corrida de rua na cidade, onde, sem mais delongas, temos obtido sucesso.
Bem, também sou diretor técnico da assessoria esportiva MS Marcos Almeida, onde sou indutor do "ser que se move" (Pierre Parlebà, Filósofo Francês) ao exercício físico, buscando sempre ótimas emoções (sempre que possível).
Tudo isto para dizer que acho que estou de volta ao mundo da blogosfera, com uma assiduaidade parecida com os meus treinos de corrida (3 x por semana) e sem a musculação, funcional, bike e quetais.
Nesta era da comunicação, onde poucas informações são de fato relevantes, transitarei pelo meio sempre que possível.
Até...

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Campos, RJ, Brazil
Professor, Mestre em Ciência, assessor esportivo, maratonista.