Artigo que saiu por estes dias, na última edição do Fitness & Performance journal (março de 2009).
Variação da freqüência cardíaca durante uma sessão de estimulação cortical e imagética
Mauricio Rocha Calomeni
Marcos Wellington Sales de Almeida
Nilo Terra Arêas Neto
Vernon Furtado da Silva
RESUMO
Introdução: O objetivo deste estudo foi verificar a variação na freqüência cardíaca (FC) de jovens atletas, causada pelo efeito de uma sessão de estimulação audiovisual e imagética de situações de prática esportiva. Materiais e Métodos: A amostra do estudo foi de 10 indivíduos (n=10) do gênero masculino, com idade de 14,0±0,7 anos, praticantes de basquete e pertencentes a um time de Campos dos Goitacazes - RJ - Brasil. Os instrumentos utilizados foram: para mensuração da FC, um relógio modelo Cássio Sport CHR-100 e uma faixa torácica com sensores específicos; e um aparelho eletrônico computadorizado, marca Sirius, o qual em conjunto inclui um óculos escuro, tendo este quatro leds na face interna de cada lente, um fone de ouvido estéreo e um microprocessador programado para atingir estimulação de até 20Hz. A FC foi aferida no primeiro e no último minuto da sessão de estimulação feita, em dois dias consecutivos. Resultados: A FC cardíaca aumentou 10,3%, índice de p=0,0037, com p<0,005. Discussão: A intervenção feita causou adaptações fisiológicas, mesmo na ausência de movimentos físicos e emoções desportivas reais.
E-mail: mauriciocalomeni@gmail.com
Palavras-chave : Córtex Cerebral, Educação Física e Treinamento, Freqüência Cardíaca
E-MAIL PARA CONTACTAR O BLOG: mwsa2006@uol.com.br
terça-feira, 24 de março de 2009
domingo, 22 de março de 2009
Viva Sem Dor.
O blog recebeu este e-mail do leitor Ricardo Berlitz, sobre importante campanha Viva Sem dor.
Vamos ao comunicado:
Prezado Profº. Marcos Almeida,
Como vai?
Acessei seu blog e achei pertinente o envio (anexo) do material sobre o Viva Sem Dor.
Ao longo de 2009, o Centro de Dor e Neuro-oncologia do Hospital 9 de Julho promoverá diversas ações numa campanha educacional para orientar públicos leigo e profissional a respeito da viabilidade e necessidade de atendimento especializado em dor aos portadores de câncer.
Este é o segundo ano consecutivo que o Centro de Dor alinha sua campanha à IASP – International Association for the Study of Pain (USA).
Para mais informações, você pode acessar também o hot-site: http://www.centrodedor.com.br/vivasemdor
Estou à disposição.
Grato,
Ricardo Berlitz
(11) 9645 2067
BARUCO.comunicação estratégica
info@baruco.com.br | www.baruco.com.br/blog | www.baruco.com.br
+55 11 3539-9901 | +55 11 3539-9902
Rua Tutóia, 1.011 - 1º Andar | Paraíso | São Paulo | SP | CEP: 04007-004
Vamos ao comunicado:
Prezado Profº. Marcos Almeida,
Como vai?
Acessei seu blog e achei pertinente o envio (anexo) do material sobre o Viva Sem Dor.
Ao longo de 2009, o Centro de Dor e Neuro-oncologia do Hospital 9 de Julho promoverá diversas ações numa campanha educacional para orientar públicos leigo e profissional a respeito da viabilidade e necessidade de atendimento especializado em dor aos portadores de câncer.
Este é o segundo ano consecutivo que o Centro de Dor alinha sua campanha à IASP – International Association for the Study of Pain (USA).
Para mais informações, você pode acessar também o hot-site: http://www.centrodedor.com.br/vivasemdor
Estou à disposição.
Grato,
Ricardo Berlitz
(11) 9645 2067
BARUCO.comunicação estratégica
info@baruco.com.br | www.baruco.com.br/blog | www.baruco.com.br
+55 11 3539-9901 | +55 11 3539-9902
Rua Tutóia, 1.011 - 1º Andar | Paraíso | São Paulo | SP | CEP: 04007-004
quinta-feira, 19 de março de 2009
O cara me deu moral!!!
Publicada em 19/3/2009 às 8:59
Alessandro, o incansável lateral do Botafogo
Camisa 2 alvinegro revela ao LNET! a fórmula para se tornar o único jogador de linha a atuar em todos minutos do ano
Alessandro é exemplo para os jovens, do alto de seus 31 anos (Crédito: Ricardo Cassiano)
André Casado
RIO DE JANEIRO
Entre em contato Danilo Santos
RIO DE JANEIRO
Entre em contato
Fruto da maturidade adquirida ao longo da carreira, Alessandro é, hoje, o destaque do grupo do Fogão, ao menos em termos físicos. Dos jogadores de linha, o lateral é o único a atingir a marca de 1.170 minutos em campo no ano. Ou seja, todos eles. Tudo por conta da vida regrada e de um segredo com origem em Campos, sua cidade natal.
Há quatro anos, Maguila, apelido dado pelos companheiros, segue à risca as orientações de Marcos Almeida, personal trainer que o conhece desde a época da escola.
– Alessandro foi meu aluno. Ele se tornou um cara muito forte, e precisa disso, até pela posição. Enquanto os outros saem do ritmo nas férias, ele já se prepara para o outro ano – explicou o profissional, de 43 anos.
Para o camisa 2, a cronologia é sagrada e possibilita que não seja preciso preocupar-se com lesões.
– Surpreendi a todos no clube, do preparador físico ao fisiologista. Minhas férias duram dez dias apenas. Depois, pego firme. Só não fui à academia no dia 25 de dezembro porque fechou. Afinal, era Natal – brincou Alessandro, que acopla as recomendações dadas pelo Botafogo às que recebe de seu personal.
Ao melhor estilo egoísta, porém, o lateral ainda não recomendou o trabalho a nenhum companheiro.
– Por enquanto, mas, em breve, quem sabe? Sei que eu preciso manter esse ritmo. Em time que está ganhando não se mexe – lembra.
Erguido ao posto de mais bem condicionado do elenco, junto a Guerreiro, que só deixou o campo contra o Flu, Alessandro ganhou um novo admirador: Alexandre Lopes.
– Isso é profissionalismo. Facilita o nosso trabalho. Mal precisamos nos preocupar, já que ele veio voando. Essa atitude serve de exemplo – disse o preparador físico do clube.
MINUTOS JOGADOS
Alessandro 1.170 minutos
Leandro Guerreiro 1.156 minutos
Maicosuel 1.028 minutos
Juninho 947 minutos
Emerson 867 minutos
Thiaguinho 862 minutos
Léo Silva 850 minutos
Fahel 847 minutos
Victor Simões 712 minutos
Reinaldo 663 minutos
Alessandro, o incansável lateral do Botafogo
Camisa 2 alvinegro revela ao LNET! a fórmula para se tornar o único jogador de linha a atuar em todos minutos do ano
Alessandro é exemplo para os jovens, do alto de seus 31 anos (Crédito: Ricardo Cassiano)
André Casado
RIO DE JANEIRO
Entre em contato Danilo Santos
RIO DE JANEIRO
Entre em contato
Fruto da maturidade adquirida ao longo da carreira, Alessandro é, hoje, o destaque do grupo do Fogão, ao menos em termos físicos. Dos jogadores de linha, o lateral é o único a atingir a marca de 1.170 minutos em campo no ano. Ou seja, todos eles. Tudo por conta da vida regrada e de um segredo com origem em Campos, sua cidade natal.
Há quatro anos, Maguila, apelido dado pelos companheiros, segue à risca as orientações de Marcos Almeida, personal trainer que o conhece desde a época da escola.
– Alessandro foi meu aluno. Ele se tornou um cara muito forte, e precisa disso, até pela posição. Enquanto os outros saem do ritmo nas férias, ele já se prepara para o outro ano – explicou o profissional, de 43 anos.
Para o camisa 2, a cronologia é sagrada e possibilita que não seja preciso preocupar-se com lesões.
– Surpreendi a todos no clube, do preparador físico ao fisiologista. Minhas férias duram dez dias apenas. Depois, pego firme. Só não fui à academia no dia 25 de dezembro porque fechou. Afinal, era Natal – brincou Alessandro, que acopla as recomendações dadas pelo Botafogo às que recebe de seu personal.
Ao melhor estilo egoísta, porém, o lateral ainda não recomendou o trabalho a nenhum companheiro.
– Por enquanto, mas, em breve, quem sabe? Sei que eu preciso manter esse ritmo. Em time que está ganhando não se mexe – lembra.
Erguido ao posto de mais bem condicionado do elenco, junto a Guerreiro, que só deixou o campo contra o Flu, Alessandro ganhou um novo admirador: Alexandre Lopes.
– Isso é profissionalismo. Facilita o nosso trabalho. Mal precisamos nos preocupar, já que ele veio voando. Essa atitude serve de exemplo – disse o preparador físico do clube.
MINUTOS JOGADOS
Alessandro 1.170 minutos
Leandro Guerreiro 1.156 minutos
Maicosuel 1.028 minutos
Juninho 947 minutos
Emerson 867 minutos
Thiaguinho 862 minutos
Léo Silva 850 minutos
Fahel 847 minutos
Victor Simões 712 minutos
Reinaldo 663 minutos
terça-feira, 17 de março de 2009
Capacidade mental começa a diminuir aos 27 anos, diz estudo
Uma pesquisa de cientistas americanos sugere que a capacidade mental de uma pessoa começa a deteriorar aos 27 anos, marcando o início do processo de envelhecimento.
Timothy Salthouse, da Universidade de Virgínia, descobriu que raciocínio, agilidade mental e visualização espacial entram em declínio perto dos 30 anos de idade, depois de chegar ao auge aos 22.
Ele acredita que tratamentos que têm o objetivo de amenizar o processo de envelhecimento deveriam começar mais cedo.
O estudo, publicado na revista "Neurobiology of Aging", foi feito ao longo de sete anos e incluiu 2 mil pessoas saudáveis com idades de 18 e 60 anos. Os participantes tiveram que resolver quebra-cabeças, lembrar-se de palavras e detalhes de histórias, além de identificar padrões em grupos de letras e símbolos.
Os testes são os mesmos já utilizados por médicos para procurar sinais de demência.
Em nove dos 12 testes realizados, a média de idade dos indivíduos que tiveram o melhor desempenho foi de 22 anos. A idade em que se observou uma piora marcante no desempenho dos participantes em testes de agilidade mental, raciocínio e habilidade para resolver quebra-cabeças visuais foi 27.
Funções como a memória ficaram intactas até os 37 anos, em média, e as habilidades baseadas no acúmulo de informações, tais como desempenho em testes de vocabulário e conhecimentos gerais, aumentaram até os 60 anos de idade.
Segundo Salthouse, os resultados sugerem que "alguns aspectos do declínio da função cognitiva em adultos com boa saúde e nível de instrução começam aos 20 e poucos ou 30 e poucos anos".
ÍNDICE DE NOTÍCIASIM
Timothy Salthouse, da Universidade de Virgínia, descobriu que raciocínio, agilidade mental e visualização espacial entram em declínio perto dos 30 anos de idade, depois de chegar ao auge aos 22.
Ele acredita que tratamentos que têm o objetivo de amenizar o processo de envelhecimento deveriam começar mais cedo.
O estudo, publicado na revista "Neurobiology of Aging", foi feito ao longo de sete anos e incluiu 2 mil pessoas saudáveis com idades de 18 e 60 anos. Os participantes tiveram que resolver quebra-cabeças, lembrar-se de palavras e detalhes de histórias, além de identificar padrões em grupos de letras e símbolos.
Os testes são os mesmos já utilizados por médicos para procurar sinais de demência.
Em nove dos 12 testes realizados, a média de idade dos indivíduos que tiveram o melhor desempenho foi de 22 anos. A idade em que se observou uma piora marcante no desempenho dos participantes em testes de agilidade mental, raciocínio e habilidade para resolver quebra-cabeças visuais foi 27.
Funções como a memória ficaram intactas até os 37 anos, em média, e as habilidades baseadas no acúmulo de informações, tais como desempenho em testes de vocabulário e conhecimentos gerais, aumentaram até os 60 anos de idade.
Segundo Salthouse, os resultados sugerem que "alguns aspectos do declínio da função cognitiva em adultos com boa saúde e nível de instrução começam aos 20 e poucos ou 30 e poucos anos".
ÍNDICE DE NOTÍCIASIM
DIABETES E COLESTEROL ACELERAM DECLÍNIO COGNITIVO
Diabetes e altos níveis colesterol, especialmente de LDL, são associados a um declínio cognitivo mais rápido em pacientes com Alzheimer, segundo estudo da Universidade Columbia, publicado no "Archives of Neurology". Os pesquisadores acreditam que doenças cardiovasculares aumentam o estresse oxidativo ou ativam inflamações no cérebro, o que desencadearia a produção de proteínas amilóides ou a formação de emaranhados neurofibrilares, levando à doença.
Dica interessante
CAMINHADA MODERADA TEM CEM PASSOS POR MINUTO
Pesquisadores da Universidade do Estado de San Diego (EUA) observaram que a caminhada é considerada de frequência moderada quando o praticante dá, no mínimo, cem passos por minuto. Isso quer dizer que um programa de caminhada com impacto significativo deve contar com 3.000 passos em 30 minutos, cinco vezes por semana. Para a pesquisa, foram monitorados 39 homens e 58 mulheres que completaram sessões de seis minutos de caminhada em esteiras com diferentes velocidades.
Pesquisadores da Universidade do Estado de San Diego (EUA) observaram que a caminhada é considerada de frequência moderada quando o praticante dá, no mínimo, cem passos por minuto. Isso quer dizer que um programa de caminhada com impacto significativo deve contar com 3.000 passos em 30 minutos, cinco vezes por semana. Para a pesquisa, foram monitorados 39 homens e 58 mulheres que completaram sessões de seis minutos de caminhada em esteiras com diferentes velocidades.
domingo, 15 de março de 2009
Cabeça de homem...
No cérebro de um homem havia um neurônio sozinho.
Um dia, um outro neurônio passa por lá meio apressado.
O neurônio solitário diz:
- Olá! Tudo bem? Como vai? Prazer em vê-lo! Vamos conversar!
O neurônio que passeava pelo cérebro estranha a hospitalidade e responde:
- Olá, companheiro! Posso saber o motivo de tanta felicidade ao me ver?
- Quer saber? Você é o primeiro neurônio que vejo passar por aqui depois
de
décadas... Estou sozinho a tanto tempo nesse maldito cérebro...
- Mas espera aí... Há quanto tempo você está aqui solitário?
- Bem... Desde sempre... Sempre estive aqui...
- Cara, mas você é burro mesmo! Desce pro pinto... Tá todo mundo lá....
Um dia, um outro neurônio passa por lá meio apressado.
O neurônio solitário diz:
- Olá! Tudo bem? Como vai? Prazer em vê-lo! Vamos conversar!
O neurônio que passeava pelo cérebro estranha a hospitalidade e responde:
- Olá, companheiro! Posso saber o motivo de tanta felicidade ao me ver?
- Quer saber? Você é o primeiro neurônio que vejo passar por aqui depois
de
décadas... Estou sozinho a tanto tempo nesse maldito cérebro...
- Mas espera aí... Há quanto tempo você está aqui solitário?
- Bem... Desde sempre... Sempre estive aqui...
- Cara, mas você é burro mesmo! Desce pro pinto... Tá todo mundo lá....
sexta-feira, 13 de março de 2009
CHARLES DARWIN (PARA OS EVOLUCIONISTAS COMO EU)
Nada postei neste blog sobre os 200 anos do grande cientista Charles Darwin.
Sou evolucionista convícto, respeito o criacionismo, mas acho, ou melhor, tenho
certeza, que a Teoria da Evolução, tem um lugar marcado e premiado como uma das grandes descobertas do homem.
Definições como "As influências de Charles Darwin sobre o pensamento científico não se restringem apenas à biologia ou mesmo às ciências sociais. Seu legado também foi inspiração para ferramentas que, até hoje, têm importância no desenvolvimento tecnológico", são fatos que estão no nosso dia-a-dia.
A teoria da evolução, lançada com "A Origem das Espécies", completa 150 anos em 2009. Seu patrono, Charles Darwin (1809-1882), entrou em rota de colisão com a Bíblia e o criacionismo, segundo os quais o mundo teria sido criado em uma semana.
Acreditas mesmo que saímos das costelas de Adão e eva?
A minha dissertação de Mestrado começa com a seguinte fala: "O ser humano sobreviveu a todas as intempéries da vida, graças a sua grande capacidade de adaptação", perceberam? Mais Charles Darwin impossível.
O livro A Origem das espécies, é conhecido como o "o livro que abalou o mundo", "A Origem das Espécies", lançado em 1859, é um marco na história da ciência. As cópias da obra do biólogo e naturalista britânico Charles Robert Darwin se esgotaram logo no primeiro dia de lançamento --e o mesmo aconteceu com as seis impressões seguintes. Um dos cientistas mais revolucionários que já existiu, Darwin lançou para o mundo as bases da Teoria da Evolução pela Seleção Natural, com o conceito do desenvolvimento de todas as formas de vida por meio de um processo lento de seleção, no qual apenas os mais fortes sobrevivem ( deixa-se bem claro, que este mais forte, não é necessariamente o mais robusto, e sim o mais apto para determinadas situações. Posso exemplificar o caso de cobras grandes que não sobreviveram em comparação com menores, as quais se escondiam com mais facilidades dos seus predadores naturais, como o gavião por exemplo). Este livro reúne o relato dessa extensa pesquisa, até hoje considerada uma das mais revolucionárias da história da ciência.
A historia deste naturalista é de fato muito legal, merecedora de atenção e entendimento da nossa evolução natural (lembras do nosso dente ciso? Para que serve nos dias de hoje?). É isso, está dado o recado.
A Origem das Espécies
Charles Darwin
Lançamento em 17/03/2009.
R$ 69,90
Sou evolucionista convícto, respeito o criacionismo, mas acho, ou melhor, tenho
certeza, que a Teoria da Evolução, tem um lugar marcado e premiado como uma das grandes descobertas do homem.
Definições como "As influências de Charles Darwin sobre o pensamento científico não se restringem apenas à biologia ou mesmo às ciências sociais. Seu legado também foi inspiração para ferramentas que, até hoje, têm importância no desenvolvimento tecnológico", são fatos que estão no nosso dia-a-dia.
A teoria da evolução, lançada com "A Origem das Espécies", completa 150 anos em 2009. Seu patrono, Charles Darwin (1809-1882), entrou em rota de colisão com a Bíblia e o criacionismo, segundo os quais o mundo teria sido criado em uma semana.
Acreditas mesmo que saímos das costelas de Adão e eva?
A minha dissertação de Mestrado começa com a seguinte fala: "O ser humano sobreviveu a todas as intempéries da vida, graças a sua grande capacidade de adaptação", perceberam? Mais Charles Darwin impossível.
O livro A Origem das espécies, é conhecido como o "o livro que abalou o mundo", "A Origem das Espécies", lançado em 1859, é um marco na história da ciência. As cópias da obra do biólogo e naturalista britânico Charles Robert Darwin se esgotaram logo no primeiro dia de lançamento --e o mesmo aconteceu com as seis impressões seguintes. Um dos cientistas mais revolucionários que já existiu, Darwin lançou para o mundo as bases da Teoria da Evolução pela Seleção Natural, com o conceito do desenvolvimento de todas as formas de vida por meio de um processo lento de seleção, no qual apenas os mais fortes sobrevivem ( deixa-se bem claro, que este mais forte, não é necessariamente o mais robusto, e sim o mais apto para determinadas situações. Posso exemplificar o caso de cobras grandes que não sobreviveram em comparação com menores, as quais se escondiam com mais facilidades dos seus predadores naturais, como o gavião por exemplo). Este livro reúne o relato dessa extensa pesquisa, até hoje considerada uma das mais revolucionárias da história da ciência.
A historia deste naturalista é de fato muito legal, merecedora de atenção e entendimento da nossa evolução natural (lembras do nosso dente ciso? Para que serve nos dias de hoje?). É isso, está dado o recado.
A Origem das Espécies
Charles Darwin
Lançamento em 17/03/2009.
R$ 69,90
quinta-feira, 12 de março de 2009
Correndo da fome
Estudo mostra que a prática de exercícios intensos não abre o apetite, e sim diminui a fome; sensação de saciedade é mais acentuada e duradoura depois de atividades aeróbicas, como a corrida
Se fôssemos máquinas, a relação seria simples: o combustível leva ao funcionamento, que exige mais combustível. Mas, em nosso corpo, essa equação apresenta certas singularidades, a começar pelo aparente paradoxo: quanto mais exercício, menos fome.
Um estudo britânico divulgado recentemente mostrou que, após a prática de caminhada (atividade física moderada), os atletas sentiam fome normalmente. Mas, se os exercícios fossem de alta intensidade, eles perdiam o apetite. O resultado também variava conforme o tipo de treino. Constatou-se que quem fazia atividades aeróbicas perdia a fome por ainda mais tempo do que quem havia realizado atividades de resistência muscular.
Segundo o estudo, a supressão da fome é mais acentuada na primeira hora após o treino. Mas, comparando quem fez com quem não fez exercícios, observou-se que a diferença entre ambos era significativa por até duas horas. Após esse período, a fome volta a ser igual à de quem não treinou.
O mecanismo pelo qual os exercícios afetam o apetite ainda não foi esclarecido. Uma das hipóteses é que essa resposta esteja ligada ao aquecimento do corpo durante a atividade.
"Sugere-se que o aumento na temperatura corporal leve à supressão de apetite. Isso pode explicar uma supressão da fome mais intensa após a corrida do que após o levantamento de peso, já que a corrida provavelmente aquece mais o corpo", disse David Stensel, líder do estudo e professor da Loughborough University. Para testar a idéia, ele avalia agora o efeito da natação na fome.
O que já se sabe é que os hormônios são peças fundamentais desse quebra-cabeça.
No estudo conduzido por Stensel, a fome dos atletas foi "medida" por questionários e por exames de sangue, que avaliaram a concentração de substâncias como a grelina -hormônio que avisa o cérebro de que está na hora de comer. Quando nos alimentamos, entram em ação outros hormônios, que ativam a sensação de saciedade.
Constatou-se que o treino intenso tanto reduz a concentração de grelina quanto eleva a liberação de PYY -um dos hormônios que levam à saciedade. Resultado: menos fome.
Seria uma ótima notícia para quem enfrenta problemas com a balança -se a própria obesidade não atrapalhasse o processo. Um estudo da Universidade de Michigan com mulheres na pós-menopausa mostrou que a corrida realmente reduzia a fome das participantes magras, mas não tinha o mesmo efeito nas mulheres obesas.
Katarina Borer, que conduziu o trabalho, explica que o problema está na ação da leptina, hormônio que gera a sensação de saciedade. A leptina é liberada pela gordura corporal e, portanto, obesos a produzem em grande quantidade. Esse excesso acaba deixando o organismo "acostumado" com o hormônio -e a mensagem de saciedade fica menos eficaz.
"É uma bola de neve: quanto mais as pessoas engordam, menos sensíveis ficam à leptina, que induz a saciedade. Por isso, mais fome sentem", diz a nutricionista Ioná Zalcman Zimberg, pesquisadora do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Mas isso não deve desestimular obesos a adotarem uma atividade física, ressalta Zimberg, pois a prática rotineira de exercícios tem um impacto que supera a questão hormonal.
"O exercício tem um efeito psicológico fortíssimo. Quem começa a se exercitar regularmente acaba buscando também um estilo de vida mais saudável, o que inclui a busca por alimentos adequados e a preocupação com a qualidade do sono, entre outros aspectos", afirma. "Já quem se exercita só uma vez por semana não tem esse ganho. Na verdade, a pessoa pode sentir que, por ter feito uma atividade física, está liberada para consumir o que quiser sem peso na consciência e acabar engordando."
Walmir Coutinho, diretor da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), acrescenta que atividades físicas intensas, principalmente as aeróbicas, também levam à liberação de neurotransmissores como a noradrenalina, que diminui a fome, e a serotonina, que promove a sensação de bem-estar e faz com que o corpo se sinta saciado mesmo com pouca comida.
Não por acaso, os inibidores de apetite costumam ter como base a ação desses dois neurotransmissores no organismo, explica Coutinho.
Mas ele prefere não generalizar as consequências do exercício para o apetite. "Embora a maioria dos atletas sinta inapetência após o treino, essa é uma questão individual", afirma.
Coutinho cita como exemplo a ação da endorfina -neurotransmissor também liberado durante as atividades físicas intensas e associado à sensação de euforia. "Em algumas pessoas, a endorfina diminui a fome. Em outras, aumenta."
Também é bom prestar atenção para não deixar que a prática de exercícios pare de ser uma fonte de bem-estar e se transforme em mais uma razão de estresse.
Afinal, como explica Coutinho, diretor da Sbem, o estresse libera outro hormônio (neuropeptídeo Y) que, assim como a grelina, aumenta a fome. Mas com uma característica adicional: faz com que a comida ingerida seja transformada em gordura abdominal, a mais danosa para a saúde.
Se fôssemos máquinas, a relação seria simples: o combustível leva ao funcionamento, que exige mais combustível. Mas, em nosso corpo, essa equação apresenta certas singularidades, a começar pelo aparente paradoxo: quanto mais exercício, menos fome.
Um estudo britânico divulgado recentemente mostrou que, após a prática de caminhada (atividade física moderada), os atletas sentiam fome normalmente. Mas, se os exercícios fossem de alta intensidade, eles perdiam o apetite. O resultado também variava conforme o tipo de treino. Constatou-se que quem fazia atividades aeróbicas perdia a fome por ainda mais tempo do que quem havia realizado atividades de resistência muscular.
Segundo o estudo, a supressão da fome é mais acentuada na primeira hora após o treino. Mas, comparando quem fez com quem não fez exercícios, observou-se que a diferença entre ambos era significativa por até duas horas. Após esse período, a fome volta a ser igual à de quem não treinou.
O mecanismo pelo qual os exercícios afetam o apetite ainda não foi esclarecido. Uma das hipóteses é que essa resposta esteja ligada ao aquecimento do corpo durante a atividade.
"Sugere-se que o aumento na temperatura corporal leve à supressão de apetite. Isso pode explicar uma supressão da fome mais intensa após a corrida do que após o levantamento de peso, já que a corrida provavelmente aquece mais o corpo", disse David Stensel, líder do estudo e professor da Loughborough University. Para testar a idéia, ele avalia agora o efeito da natação na fome.
O que já se sabe é que os hormônios são peças fundamentais desse quebra-cabeça.
No estudo conduzido por Stensel, a fome dos atletas foi "medida" por questionários e por exames de sangue, que avaliaram a concentração de substâncias como a grelina -hormônio que avisa o cérebro de que está na hora de comer. Quando nos alimentamos, entram em ação outros hormônios, que ativam a sensação de saciedade.
Constatou-se que o treino intenso tanto reduz a concentração de grelina quanto eleva a liberação de PYY -um dos hormônios que levam à saciedade. Resultado: menos fome.
Seria uma ótima notícia para quem enfrenta problemas com a balança -se a própria obesidade não atrapalhasse o processo. Um estudo da Universidade de Michigan com mulheres na pós-menopausa mostrou que a corrida realmente reduzia a fome das participantes magras, mas não tinha o mesmo efeito nas mulheres obesas.
Katarina Borer, que conduziu o trabalho, explica que o problema está na ação da leptina, hormônio que gera a sensação de saciedade. A leptina é liberada pela gordura corporal e, portanto, obesos a produzem em grande quantidade. Esse excesso acaba deixando o organismo "acostumado" com o hormônio -e a mensagem de saciedade fica menos eficaz.
"É uma bola de neve: quanto mais as pessoas engordam, menos sensíveis ficam à leptina, que induz a saciedade. Por isso, mais fome sentem", diz a nutricionista Ioná Zalcman Zimberg, pesquisadora do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Mas isso não deve desestimular obesos a adotarem uma atividade física, ressalta Zimberg, pois a prática rotineira de exercícios tem um impacto que supera a questão hormonal.
"O exercício tem um efeito psicológico fortíssimo. Quem começa a se exercitar regularmente acaba buscando também um estilo de vida mais saudável, o que inclui a busca por alimentos adequados e a preocupação com a qualidade do sono, entre outros aspectos", afirma. "Já quem se exercita só uma vez por semana não tem esse ganho. Na verdade, a pessoa pode sentir que, por ter feito uma atividade física, está liberada para consumir o que quiser sem peso na consciência e acabar engordando."
Walmir Coutinho, diretor da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), acrescenta que atividades físicas intensas, principalmente as aeróbicas, também levam à liberação de neurotransmissores como a noradrenalina, que diminui a fome, e a serotonina, que promove a sensação de bem-estar e faz com que o corpo se sinta saciado mesmo com pouca comida.
Não por acaso, os inibidores de apetite costumam ter como base a ação desses dois neurotransmissores no organismo, explica Coutinho.
Mas ele prefere não generalizar as consequências do exercício para o apetite. "Embora a maioria dos atletas sinta inapetência após o treino, essa é uma questão individual", afirma.
Coutinho cita como exemplo a ação da endorfina -neurotransmissor também liberado durante as atividades físicas intensas e associado à sensação de euforia. "Em algumas pessoas, a endorfina diminui a fome. Em outras, aumenta."
Também é bom prestar atenção para não deixar que a prática de exercícios pare de ser uma fonte de bem-estar e se transforme em mais uma razão de estresse.
Afinal, como explica Coutinho, diretor da Sbem, o estresse libera outro hormônio (neuropeptídeo Y) que, assim como a grelina, aumenta a fome. Mas com uma característica adicional: faz com que a comida ingerida seja transformada em gordura abdominal, a mais danosa para a saúde.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Exercício físico previne dor lombar
Revisão de 20 estudos conclui que atividade foi melhor do que reeducação postural e uso de palmilhas
As lombalgias respondem pela segunda maior causa de dor no mundo, perdendo somente para as dores de cabeça, segundo a OMS
A prática de exercícios físicos é a intervenção mais eficaz para prevenir dor na região lombar ou evitar novos episódios, segundo uma revisão científica publicada na edição de fevereiro do periódico "The Spine Journal". Pesquisadores do Departamento de Cirurgia Ortopédica da Universidade de Washington revisaram 20 artigos científicos que analisaram diferentes intervenções contra a dor lombar em pessoas com idade entre 18 e 65 anos.
Os trabalhos avaliaram os resultados do uso de suportes para as costas, de reeducação postural, de programas de redução de carregamento de peso, de políticas de prevenção no trabalho, de uso de palmilhas e de exercícios. O que se mostrou mais eficiente foi a atividade física -sete dos oitos estudos que avaliaram experimentos com exercícios reduziram crises de dor lombar.
Cinco desses sete programas envolveram de 45 a 60 minutos de exercícios supervisionados, duas vezes por semana, por um período de três a 12 meses -os responsáveis pelas pesquisas ainda encorajavam os pacientes a praticarem atividades adicionais sem supervisão.
As lombalgias respondem pela segunda maior causa de dor no mundo -perdendo somente para as dores de cabeça- e, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, devem atingir 80% da população. Entre os fatores desencadeantes estão tumores, cistos, lesões nos nervos, nas vértebras e nos discos e, sobretudo, fatores mecânico-posturais, como má postura, fraqueza nos músculos da região e uso errado do corpo. As dores causadas por esse último fator podem ser prevenidas com exercícios.
"Podemos lançar mão de diversos tipos de tratamento, como calor, manipulações. Porém, o que tem mais comprovações [de resultados] é exercício", diz o ortopedista Roberto Santin, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Mas não se trata de somente se submeter a sessões com especialistas. O tratamento com aparelhos tem ação complementar e ajuda a aliviar a dor do paciente, mas não promove realinhamento postural nem alivia a sobrecarga na região lombar -causa da dor.
Exercícios
Entre as atividades mais recomendadas, estão as técnicas de alongamento, que diminuem o encurtamento das cadeias de músculos das costas e devem ser executadas no mínimo três vezes por semana para trazerem benefícios. Séries que contribuem para fortalecer a musculatura do abdômen também são importantes: quando esses músculos são fracos, o centro de equilíbrio do corpo é desalinhado, causando sobrecarga nas costas e dor.
Exercícios de fortalecimento muscular e alongamento podem ser realizados pela maioria dos pacientes que sofrem de dores lombares por causas mecânico-posturais, explica a fisioterapeuta Raquel Casarotto, professora de ergonomia em fisioterapia preventiva da Faculdade de Fisioterapia da USP (Universidade de São Paulo).
No entanto, o paciente deve respeitar seu limite. "Deve sentir que repuxa suavemente durante o alongamento, para não machucar o músculo", diz Casarotto. Durante crises agudas de dor, a pessoa pode tentar executar as atividades, mas, se sentir dor, deve parar. Para facilitar, pode usar uma bolsa de água quente por 20 minutos antes de começar a série.
Outros fatores
Para o reumatologista José Goldenberg, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e autor do livro "Coluna: Ponto e Vírgula" (ed. Ateneu), além da da atividade física -obrigatória em qualquer tratamento de dor lombar-, perder o peso em excesso, reeducar a postura e se livrar do tabagismo são fatores essenciais para uma terapia bem-sucedida. " Para tratar dor na coluna, há muita invenção: gasta-se fortunas e nada muda. O que ajuda é a motivação do paciente, ele tem de querer participar para melhorar. Deve fazer exercícios o resto da vida", afirma.
Além do encurtamento da musculatura das costas e a flacidez do abdômen, a má-postura também contribui para a dor. Dormir e carregar peso de forma errada e passar longos períodos em uma mesma posição ajudam a sobrecarregar a coluna. Por isso, além das atividades físicas, é preciso reeducar o corpo.
É necessário prestar atenção na postura e procurar mudar hábitos. "Artigos de revisão sistemática mostram que alguns programas de educação postural têm uma redução de dor importante, assim como programas de ergonomia, que incluem adequação de mobiliário e organização do trabalho, como fazer pausas a cada uma hora para mudar de posição", afirma Casarotto, da USP.
As lombalgias respondem pela segunda maior causa de dor no mundo, perdendo somente para as dores de cabeça, segundo a OMS
A prática de exercícios físicos é a intervenção mais eficaz para prevenir dor na região lombar ou evitar novos episódios, segundo uma revisão científica publicada na edição de fevereiro do periódico "The Spine Journal". Pesquisadores do Departamento de Cirurgia Ortopédica da Universidade de Washington revisaram 20 artigos científicos que analisaram diferentes intervenções contra a dor lombar em pessoas com idade entre 18 e 65 anos.
Os trabalhos avaliaram os resultados do uso de suportes para as costas, de reeducação postural, de programas de redução de carregamento de peso, de políticas de prevenção no trabalho, de uso de palmilhas e de exercícios. O que se mostrou mais eficiente foi a atividade física -sete dos oitos estudos que avaliaram experimentos com exercícios reduziram crises de dor lombar.
Cinco desses sete programas envolveram de 45 a 60 minutos de exercícios supervisionados, duas vezes por semana, por um período de três a 12 meses -os responsáveis pelas pesquisas ainda encorajavam os pacientes a praticarem atividades adicionais sem supervisão.
As lombalgias respondem pela segunda maior causa de dor no mundo -perdendo somente para as dores de cabeça- e, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, devem atingir 80% da população. Entre os fatores desencadeantes estão tumores, cistos, lesões nos nervos, nas vértebras e nos discos e, sobretudo, fatores mecânico-posturais, como má postura, fraqueza nos músculos da região e uso errado do corpo. As dores causadas por esse último fator podem ser prevenidas com exercícios.
"Podemos lançar mão de diversos tipos de tratamento, como calor, manipulações. Porém, o que tem mais comprovações [de resultados] é exercício", diz o ortopedista Roberto Santin, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Mas não se trata de somente se submeter a sessões com especialistas. O tratamento com aparelhos tem ação complementar e ajuda a aliviar a dor do paciente, mas não promove realinhamento postural nem alivia a sobrecarga na região lombar -causa da dor.
Exercícios
Entre as atividades mais recomendadas, estão as técnicas de alongamento, que diminuem o encurtamento das cadeias de músculos das costas e devem ser executadas no mínimo três vezes por semana para trazerem benefícios. Séries que contribuem para fortalecer a musculatura do abdômen também são importantes: quando esses músculos são fracos, o centro de equilíbrio do corpo é desalinhado, causando sobrecarga nas costas e dor.
Exercícios de fortalecimento muscular e alongamento podem ser realizados pela maioria dos pacientes que sofrem de dores lombares por causas mecânico-posturais, explica a fisioterapeuta Raquel Casarotto, professora de ergonomia em fisioterapia preventiva da Faculdade de Fisioterapia da USP (Universidade de São Paulo).
No entanto, o paciente deve respeitar seu limite. "Deve sentir que repuxa suavemente durante o alongamento, para não machucar o músculo", diz Casarotto. Durante crises agudas de dor, a pessoa pode tentar executar as atividades, mas, se sentir dor, deve parar. Para facilitar, pode usar uma bolsa de água quente por 20 minutos antes de começar a série.
Outros fatores
Para o reumatologista José Goldenberg, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e autor do livro "Coluna: Ponto e Vírgula" (ed. Ateneu), além da da atividade física -obrigatória em qualquer tratamento de dor lombar-, perder o peso em excesso, reeducar a postura e se livrar do tabagismo são fatores essenciais para uma terapia bem-sucedida. " Para tratar dor na coluna, há muita invenção: gasta-se fortunas e nada muda. O que ajuda é a motivação do paciente, ele tem de querer participar para melhorar. Deve fazer exercícios o resto da vida", afirma.
Além do encurtamento da musculatura das costas e a flacidez do abdômen, a má-postura também contribui para a dor. Dormir e carregar peso de forma errada e passar longos períodos em uma mesma posição ajudam a sobrecarregar a coluna. Por isso, além das atividades físicas, é preciso reeducar o corpo.
É necessário prestar atenção na postura e procurar mudar hábitos. "Artigos de revisão sistemática mostram que alguns programas de educação postural têm uma redução de dor importante, assim como programas de ergonomia, que incluem adequação de mobiliário e organização do trabalho, como fazer pausas a cada uma hora para mudar de posição", afirma Casarotto, da USP.
domingo, 8 de março de 2009
Males da infância
Por Marcelo Leite
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O ser humano carrega marcas químicas indeléveis pela vida
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O biólogo Sidarta Ribeiro, chefe da tropa do Instituto Internacional de Neurociência de Natal (RN), costuma dar uma palestra sobre Freud e a neurobiologia que deixa torcidos os narizes tanto de psicanalistas quanto de biólogos. O ponto alto é uma relação de pesquisas recentes para mostrar que Freud atirava no que via e às vezes acertava no que não podia ver. Faltava-lhe a mira telescópica da biologia molecular.
Ribeiro terá de aumentar a lista para incluir um trabalho revelador de Patrick McGowan. O estudo da universidade canadense McGill, na última edição do periódico científico "Nature Neuroscience", focaliza um mecanismo que ajuda a entender como, de modo concreto e não por meio de vagas "pulsões", experiências da infância conformam a base do comportamento do adulto.
McGowan não trabalhou com genes, que alguns desinformados ainda supõem conter todo o destino de uma pessoa escrito em código cifrado de DNA. Deu preferência para um dispositivo químico (metilação) que silencia genes, ou seja, impede que eles sejam usados pelas células. Fez essa escolha a partir de pesquisas com ratos apontando que era um mecanismo importante para gravar no cérebro efeitos de vivências infantis.
Ninguém sabe se roedores têm complexo de Édipo, mas já se conhece bem o resultado de lambidas frequentes das ratas sobre seus filhotes. Eles se tornam mais resistentes ao estresse, característica que mantêm até a vida adulta. E esta resposta tem a ver com hormônios glicocorticóides, como o cortisol (conhecido como o "hormônio do estresse").
No foco da pesquisa canadense estava a metilação do gene NR3C1, mordaça bioquímica que atrapalha a comunicação desses hormônios. Seguindo a pista dos ratos, a equipe de McGowan levantou a hipótese de que seres humanos maltratados na infância -por abuso sexual, espancamentos etc.- apresentariam o mesmo padrão de silenciamento. Acertaram na mosca do alvo invisível para Freud.
Como não dá para fazer com gente viva os experimentos infligidos a roedores, o grupo da McGill recorreu a cadáveres. Mais exatamente, cadáveres de suicidas, divididos em dois grupos: com e sem história documentada de abusos na infância.
Para controle, examinaram também a metilação do gene NR3C1 no cérebro de pessoas que tivessem morrido de modo repentino. O resultado esperado era que o padrão de silenciamento de glicocorticóides entre suicidas maltratados na infância fosse mais intenso do que entre os outros suicidas ou entre não-suicidas. Não deu outra.
McGowan mostrou que, assim como acontece com ratos, seres humanos carregam para a vida adulta marcas indeléveis do que os entes queridos lhes fazem (ou deixam de fazer).
É óbvio que devem existir muitos outros mecanismos do gênero em ação, como alerta Steven Hyman, da Universidade Harvard, no mesmo número da "Nature Neuroscience". Para entendê-los, "será necessária a profundidade ilustrada pela linha de pesquisa que culminou no trabalho de McGowan et al., mas também uma amplitude muito maior, e então [teremos] os meios para elucidar o número estonteante de interações gene-gene e gene-ambiente que estão por trás de quem somos e do que fazemos".
O inconsciente molecular, por assim dizer -de cuja compreensão não nos encontramos tão mais próximos assim do que estava Freud quando escreveu, em 1895, seu "Projeto para uma Psicologia Científica".
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MARCELO LEITE é autor da coletânea de colunas "Ciência - Use com Cuidado" (Editora da Unicamp, 2008) e do livro de ficção infanto-juvenil "Fogo Verde" (Editora Ática, 2009), sobre biocombustíveis e florestas. Blog: Ciência em Dia ( cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br ). E-mail: cienciaemdia.folha@uol.com.br
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O ser humano carrega marcas químicas indeléveis pela vida
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O biólogo Sidarta Ribeiro, chefe da tropa do Instituto Internacional de Neurociência de Natal (RN), costuma dar uma palestra sobre Freud e a neurobiologia que deixa torcidos os narizes tanto de psicanalistas quanto de biólogos. O ponto alto é uma relação de pesquisas recentes para mostrar que Freud atirava no que via e às vezes acertava no que não podia ver. Faltava-lhe a mira telescópica da biologia molecular.
Ribeiro terá de aumentar a lista para incluir um trabalho revelador de Patrick McGowan. O estudo da universidade canadense McGill, na última edição do periódico científico "Nature Neuroscience", focaliza um mecanismo que ajuda a entender como, de modo concreto e não por meio de vagas "pulsões", experiências da infância conformam a base do comportamento do adulto.
McGowan não trabalhou com genes, que alguns desinformados ainda supõem conter todo o destino de uma pessoa escrito em código cifrado de DNA. Deu preferência para um dispositivo químico (metilação) que silencia genes, ou seja, impede que eles sejam usados pelas células. Fez essa escolha a partir de pesquisas com ratos apontando que era um mecanismo importante para gravar no cérebro efeitos de vivências infantis.
Ninguém sabe se roedores têm complexo de Édipo, mas já se conhece bem o resultado de lambidas frequentes das ratas sobre seus filhotes. Eles se tornam mais resistentes ao estresse, característica que mantêm até a vida adulta. E esta resposta tem a ver com hormônios glicocorticóides, como o cortisol (conhecido como o "hormônio do estresse").
No foco da pesquisa canadense estava a metilação do gene NR3C1, mordaça bioquímica que atrapalha a comunicação desses hormônios. Seguindo a pista dos ratos, a equipe de McGowan levantou a hipótese de que seres humanos maltratados na infância -por abuso sexual, espancamentos etc.- apresentariam o mesmo padrão de silenciamento. Acertaram na mosca do alvo invisível para Freud.
Como não dá para fazer com gente viva os experimentos infligidos a roedores, o grupo da McGill recorreu a cadáveres. Mais exatamente, cadáveres de suicidas, divididos em dois grupos: com e sem história documentada de abusos na infância.
Para controle, examinaram também a metilação do gene NR3C1 no cérebro de pessoas que tivessem morrido de modo repentino. O resultado esperado era que o padrão de silenciamento de glicocorticóides entre suicidas maltratados na infância fosse mais intenso do que entre os outros suicidas ou entre não-suicidas. Não deu outra.
McGowan mostrou que, assim como acontece com ratos, seres humanos carregam para a vida adulta marcas indeléveis do que os entes queridos lhes fazem (ou deixam de fazer).
É óbvio que devem existir muitos outros mecanismos do gênero em ação, como alerta Steven Hyman, da Universidade Harvard, no mesmo número da "Nature Neuroscience". Para entendê-los, "será necessária a profundidade ilustrada pela linha de pesquisa que culminou no trabalho de McGowan et al., mas também uma amplitude muito maior, e então [teremos] os meios para elucidar o número estonteante de interações gene-gene e gene-ambiente que estão por trás de quem somos e do que fazemos".
O inconsciente molecular, por assim dizer -de cuja compreensão não nos encontramos tão mais próximos assim do que estava Freud quando escreveu, em 1895, seu "Projeto para uma Psicologia Científica".
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MARCELO LEITE é autor da coletânea de colunas "Ciência - Use com Cuidado" (Editora da Unicamp, 2008) e do livro de ficção infanto-juvenil "Fogo Verde" (Editora Ática, 2009), sobre biocombustíveis e florestas. Blog: Ciência em Dia ( cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br ). E-mail: cienciaemdia.folha@uol.com.br
domingo, 1 de março de 2009
Astrologia e autossugestão
Suzana Herculano-Houzel
Parece que, poucos dias atrás, os céus nos prepararam uma conjunção especial: a lua em Libra na casa sete, Júpiter e Marte alinhados em Aquário. Nessas condições, tem-se "The dawning of the Age of Aquarius", como anunciava a canção do musical "Hair", na qual "A paz guiará os planetas, e o amor dirigirá as estrelas".
Não sei, não. Com o risco de incorrer na ira dos astrólogos, vou dizer com todas as letras: todos os estudos controlados de que tenho notícia, até os mais simples feitos em sala de aula e em cursos de estatística, refutam qualquer influência direta dos astros celestiais sobre nossa índole, personalidade ou destino. Sim, aquele mapa astral feito especialmente para a data e hora do seu nascimento "descrevia você perfeitamente" até a raiz dos cabelos.
Mas um mapa feito para a sua vizinha também serve para você, assim como um horóscopo bem feito se aplica a qualquer um (ou você acredita que só existam doze tipos de pessoas, e que o mesmo acontecerá a cada dia com 1/12 delas?).
Caímos feito patos em definições da nossa essência, sejam elas feitas por astrólogos, tarólogos ou cartomantes. Basta que elas contenham elogios genéricos o suficiente ("Você é uma pessoa bondosa") e críticas positivas à nossa personalidade ("Você tem dificuldade em dizer não aos amigos") para que até o mais cético dos humanos se identifique. Coisa do cérebro, que adora encontrar padrões em tudo o que vê -e cujas autoavaliações são sempre tingidas de cor-de-rosa.
A astrologia, contudo, pode ter uma influência indireta sobre nossos destinos -assim como a homeopatia, aliás (pronto, arranjei encrenca com duas classes profissionais no mesmo dia).
Ambas nos sugestionam, ou seja, levam o cérebro a crer que é um bom dia para decisões financeiras/um novo amor surgirá em breve/será preciso lutar contra opositores/as crises de alergia vão diminuir. E, assim, saímos de casa para encarar o dia já mais confiantes/amorosos/ belicosos/desestressados, e -espanto!- de fato tomamos boas decisões ou brigamos com tudo e com todos, conforme a profecia do dia.
Por isso, acho que o poder (comprovado, por sinal) da autossugestão deveria ser suficiente para que astrologia, cartomancia e similares fossem regulamentados: nada de previsões negativas ou catastróficas, por favor.
Quanto à Era de Aquário...
Até meu cérebro, descrente, foi sugestionado. Passei o dia todo cantarolando: "When the moon is in the seventh house..."
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SUZANA HERCULANO-HOUZEL, neurocientista, é professora da UFRJ e autora do livro "Fique de Bem com o Seu Cérebro" (ed. Sextante) e do site "O Cérebro Nosso de Cada Dia" (www.cerebronosso.bio.br)
Parece que, poucos dias atrás, os céus nos prepararam uma conjunção especial: a lua em Libra na casa sete, Júpiter e Marte alinhados em Aquário. Nessas condições, tem-se "The dawning of the Age of Aquarius", como anunciava a canção do musical "Hair", na qual "A paz guiará os planetas, e o amor dirigirá as estrelas".
Não sei, não. Com o risco de incorrer na ira dos astrólogos, vou dizer com todas as letras: todos os estudos controlados de que tenho notícia, até os mais simples feitos em sala de aula e em cursos de estatística, refutam qualquer influência direta dos astros celestiais sobre nossa índole, personalidade ou destino. Sim, aquele mapa astral feito especialmente para a data e hora do seu nascimento "descrevia você perfeitamente" até a raiz dos cabelos.
Mas um mapa feito para a sua vizinha também serve para você, assim como um horóscopo bem feito se aplica a qualquer um (ou você acredita que só existam doze tipos de pessoas, e que o mesmo acontecerá a cada dia com 1/12 delas?).
Caímos feito patos em definições da nossa essência, sejam elas feitas por astrólogos, tarólogos ou cartomantes. Basta que elas contenham elogios genéricos o suficiente ("Você é uma pessoa bondosa") e críticas positivas à nossa personalidade ("Você tem dificuldade em dizer não aos amigos") para que até o mais cético dos humanos se identifique. Coisa do cérebro, que adora encontrar padrões em tudo o que vê -e cujas autoavaliações são sempre tingidas de cor-de-rosa.
A astrologia, contudo, pode ter uma influência indireta sobre nossos destinos -assim como a homeopatia, aliás (pronto, arranjei encrenca com duas classes profissionais no mesmo dia).
Ambas nos sugestionam, ou seja, levam o cérebro a crer que é um bom dia para decisões financeiras/um novo amor surgirá em breve/será preciso lutar contra opositores/as crises de alergia vão diminuir. E, assim, saímos de casa para encarar o dia já mais confiantes/amorosos/ belicosos/desestressados, e -espanto!- de fato tomamos boas decisões ou brigamos com tudo e com todos, conforme a profecia do dia.
Por isso, acho que o poder (comprovado, por sinal) da autossugestão deveria ser suficiente para que astrologia, cartomancia e similares fossem regulamentados: nada de previsões negativas ou catastróficas, por favor.
Quanto à Era de Aquário...
Até meu cérebro, descrente, foi sugestionado. Passei o dia todo cantarolando: "When the moon is in the seventh house..."
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SUZANA HERCULANO-HOUZEL, neurocientista, é professora da UFRJ e autora do livro "Fique de Bem com o Seu Cérebro" (ed. Sextante) e do site "O Cérebro Nosso de Cada Dia" (www.cerebronosso.bio.br)
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- MARCOS ALMEIDA
- Campos, RJ, Brazil
- Professor, Mestre em Ciência, assessor esportivo, maratonista.