sexta-feira, 24 de abril de 2009

Congresso da Unesp de Rio Claro- Trabalhos selecionados e a esperada Carta de Aceite para poder fazer a defesa no mestrado.

Carta de aceite.

Temos a satisfação de informar que o estudo “Estudo comparativo das variáveis bioperacionais; coordenação geral, percepção cinestésica e tempo de reação, entre atletas de desportos de diferentes demandas” foi aprovado para ser apresentado na categoria de Sessão Temática durante o VI CIEFMH e XII SPEF.

Por gentileza fique atento aos seguintes fatos:

1) O dia, horário, local e composição dos trabalhos que farão parte da sua Sessão serão informados em uma data mais oportuna. Esta composição poderá ser diferente da eventual proposta apresentada por VSa;

2) Os trabalhos foram aprovados quanto ao mérito para serem apresentados no VI CIEFMH e XII SPEF. As eventuais sugestões quanto às correções apontadas pela nossa assessoria, serão enviadas também em um período oportuno, o que certamente será em data posterior ao VI CIEFMH e XII SPEF. Os trabalhos somente serão publicados na revista Motriz após o atendimento destas sugestões. Entretanto, não é possível agendar nem garantir a data na qual isto irá ocorrer. Isto dependerá entre outros aspectos, da política editorial da revista.

APRESENTAÇÃO DAS SESSÕES TEMÁTICAS (Nosso grupo- LANPEM- UCB)

Ginásio de Esportes
Coordenadora: Profª. Dra. Ana Maria Pelegrini
Estudo comparativo das variáveis bioperacionais; coo rdenação geral,
percepção cinestésica e tempo de reação, entre atletas de desportos
de diferentes demandas
Nilo Terra Áreas Neto
Marcos Wellington Sales de Almeida
Vernon Furtado da Silva

Efeito da estimulação cortical na variável tempo de reação e
performance hábil-motriz-cognitiva em jovens atletas de futebol
Sileno Martinho Silva Ribeiro Júnior
Márcia Maria dos Anjos Azevedo
Vernon Furtado da Silva

Corrida previne problemas de visão, sugerem estudos

Exercício reduz risco de catarata e degeneração macular; mesmo quem não corre longas distâncias tem benefícios

Pesquisas foram feitas com 41 mil corredores; segundo médicos, a prática diminui hipertensão e outros fatores que podem levar às doenças

Correr pode reduzir o risco de desenvolver catarata e degeneração macular relacionada à idade, sugerem novos estudos da Universidade de Berkeley (EUA). Os maiores ganhos foram verificados em atletas, mas mesmo pessoas que correm distâncias menores foram beneficiadas.
Um dos trabalhos analisou informações de mais de 40 mil corredores durante sete anos e verificou que os homens que correram cerca de 64 km semanais tiveram 35% menos chance de ter catarata do que aqueles que corriam menos de 16 km por semana.
Os pesquisadores compararam ainda os dados dos homens com melhor condição cardiorrespiratória aos dos menos preparados e viram que os atletas mais velozes apresentaram menos queixas da doença.
A corrida também foi benéfica em distâncias menores. Outro estudo realizado na mesma universidade analisou 152 homens e mulheres e constatou que aqueles que correram entre 2 km e 3,8 km por dia estavam 19% menos suscetíveis a ter degeneração macular do que as que se exercitaram por menos de 2 km diários.
Para o pesquisador em oftalmologa esportiva Marinho Scarpi, os resultados sugerem que a corrida pode ajudar na prevenção da catarata e da degeneração macular por evitar problemas como hipertensão, diabetes e obesidade, que são fatores de risco para as duas doenças.
Estudos anteriores já apontavam que outras atividades físicas podem reduzir tais fatores, mas exercícios vigorosos como a corrida se mostraram mais eficazes. "Com exceção da exposição à luz solar, os atletas, em geral, cuidam mais de si mesmos e de sua alimentação."
Segundo ele, a prática também ajuda no controle do metabolismo do açúcar e reduz o consumo de cigarro e álcool entre seus praticantes, fatores de proteção já conhecidos.
O ponto alto dos estudos de Berkeley, avalia Scarpi, é a indicação de que mesmo quem não alcança tão longas distâncias pode ser beneficiado. "Não é necessário correr 10 km por dia para reduzir os riscos",
Outro estudo, feito em 2006 na Universidade de Medicina de Kaunas, na Lituânia, testou 210 pacientes com cerca de 60 anos internados para cirurgias de catarata e verificou que o aumento da opacidade das lentes oculares foi maior em pessoas sedentárias. Os pesquisadores creditam o resultado, entre outros fatores, ao acúmulo de radicais livres, presentes em maior concentração no organismo de quem não pratica atividades físicas.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Rir é bom remédio para diabéticos, diz pesquisa

Dar boas gargalhadas ajuda, e muito, a afastar o risco de complicações cardiovasculares em diabéticos. Isso é o que revelam pesquisadores americanos da Universidade Loma Linda após acompanhar 20 pacientes com diabetes que também sofriam de hipertensão e tinham altas taxas de colesterol no sangue. Todos usavam remédios para controlar esses problemas.
Os cientistas dividiram os voluntários em dois grupos. Metade deles continuou com o tratamento padrão, tomando os medicamentos. Os demais, além da medicação, também assistiram diariamente a vídeos de humor, selecionados por eles mesmos, durante 30 minutos.
Ao fim de um ano, o grupo que foi estimulado a gargalhar tinha menores taxas de hormônios relacionados ao estresse, como a adrenalina. Além disso, nesses pacientes os níveis de HDL, o bom colesterol, cresceram 26% -no outro grupo, o aumento foi de 3%. E a proteína C-reativa, um marcador da inflamação e do risco de problemas cardiovasculares, despencou 66% entre os que riram mais. A queda dessa substância no grupo controle foi de 26%.
Segundo os autores, os resultados sugerem que rir pode ser um bom complemento terapêutico, capaz de ajudar a prevenir complicações. Estudos anteriores conduzidos pelo mesmo grupo já tinham constatado que a mera antecipação de um sorriso é capaz de aumentar em 27% os níveis das betaendorfinas, hormônios relacionados ao bem-estar, e em 87% as taxas do hormônio do crescimento, envolvido na resposta imune.

TERAPIA DO RISO
Sorrir aumenta o bom colesterol, diminui o estresse e afasta o risco cardíaco, mostra pesquisa

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Música, trilha sonora da vida.

Do New York Times

O fato de que a música nos toca no próprio cerne de nosso ser é uma descoberta tão antiga quanto a consciência humana. Mas será que a música pode ser considerada medicamento?
Uma especialista que aposta nisso é Vera Brandes, diretora do programa de pesquisas com música e medicina da Universidade Médica Privada Paracelsus, em Salzburgo, Áustria.
“Sou a primeira farmacologista musical”, disse Brandes no ano passado em Viena. Como tal, ela vem desenvolvendo medicamentos na forma de música, prescritos como receita médica. Para promover a linha de produtos, ela ajudou a fundar a Sanoson (www.sanoson.at), empresa que também cria sistemas de música sob medida para hospitais e clínicas.
“Estamos preparando o lançamento de nossas terapias na Alemanha e na Áustria no final de 2009 e prevemos o lançamento nos EUA em 2010”, disse.
O tratamento funciona assim: uma vez dado o diagnóstico médico, o paciente é enviado para casa com um protocolo musical para ouvir e músicas carregadas num tocador semelhante ao iPod. O timing é essencial. “Se você ouvir música para acalmar quando estiver num ponto ascendente de seu ciclo circadiano, isso não o acalmará”, explicou Brandes. “Pode até deixá-lo irritado.”
Brandes e seus colaboradores analisam músicas de todo tipo para retirar seus “ingredientes ativos”, que então são misturados e balanceados para formar compostos medicinais. Embora eles não procurem tratar patologias graves ou doenças infecciosas, afirmam que seus métodos têm aplicações amplas em desordens psicossomáticas, administração de dor e o que Brandes descreve como “doenças da civilização”: ansiedade, depressão, insônia e determinados tipos de arritmia. A farmacopeia contém até agora cerca de 55 faixas de música medicinal, e novas faixas estão sendo planejadas.
Num estudo piloto, que em 2008 foi citado na reunião científica anual da Sociedade Psicossomática Americana, Brandes e seus colaboradores estudaram os efeitos da música sobre pacientes com hipertensão sem causas orgânicas. “O tratamento convencional para pacientes hipertensos é com betabloqueadores, que suprimem seus sintomas”, disse Brandes. “A música pode tratar as causas psicossomáticas originais.”
Segundo seu estudo, depois de ouvir um programa musical criado especialmente para o paciente, por 30 minutos por dia, cinco dias por semana, durante quatro semanas, os pacientes apresentaram melhoras significativas na variação do ritmo cardíaco, um indicador importante da função nervosa autônoma.
Brandes, 52, já foi produtora de eventos e gravações musicais e tem um vasto currículo na área. Mas um acidente de carro quase fatal em 1995 a levou a pensar numa mudança de carreira.
“Quebrei as vértebras 11 e 12, passando a um milímetro da medula espinhal”, ela contou. “O médico disse: ‘Não vou poder fazer nada por você durante algum tempo, mas você pode cantar, se quiser’.” A equipe médica previa que Brandes teria que ficar imobilizada entre 10 e 14 semanas.
Ela estava dividindo o quarto do hospital com uma budista, cujos amigos vinham diariamente entoar cânticos para ela. Após apenas 15 dias no hospital, uma ressonância magnética mostrou que sua espinha estava curada. “Todo o mundo disse que era um milagre”, contou Brandes. “Os médicos me mandaram para casa. Aquilo me fez refletir.”
Brandes, que não tem diploma de estudos avançados em medicina ou ciência, sabia que suas teorias jamais ganhariam aceitação se não passassem por testes clínicos. “Desde o início, eu estava determinada a satisfazer os mais exigentes critérios científicos ocidentais”, disse.
Além dos esforços de Brandes, a Sourcetone Interactive Radio, que se descreve como “o maior serviço mundial de saúde com música”, emprega pesquisas feitas conjuntamente pelo Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston, e a Escola de Medicina Harvard, onde o neurologista Gottfried Schlaug estuda os efeitos da atividade musical sobre a função e a plasticidade cerebrais. “Acho que é importante participar, fazendo música, não apenas ouvir”, disse Schlaug.
Stefan Koelsch, pesquisador-sênior sobre o neurorreconhecimento da música e da linguagem na Universidade de Sussex, em Brighton, Reino Unido, concorda e está trabalhando com tratamentos musicais participativos para a depressão. No longo prazo, ele enxerga possibilidades mais amplas.
“Fisiologicamente falando, é perfeitamente plausível que a música afete não apenas as condições psiquiátricas, mas também as desordens endócrinas, autoimunes e do sistema autônomo”, disse ele.
Vera Brandes também está pensando no futuro. “Digamos que um paciente chegue sofrendo de depressão”, disse ela. “O primeiro passo sempre é procurar um médico. Mas, a partir disso, haverá opções de tratamento: com psicólogo, antidepressivo ou música.”

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Frio terapêutico na recuperação muscular

Nos EUA e Europa, a hipotermia também vem sendo testada no tratamento de lesões na coluna cervical, como forma de reduzir o edema e a inflamação na área danificada. É aplicada ainda, experimentalmente, no atendimento de pacientes que tiveram infarto e derrame.
No infarto, a intenção é proteger o músculo cardíaco de possíveis comprometimentos causados pela falta de sangue e de oxigênio e, no derrame, para diminuir os riscos de seqüelas. Há ainda estudos sobre o uso da técnica em recém-nascidos que sofreram falta de oxigenação durante o parto e em vítimas de esclerose múltipla.

O efeito terapêutico das baixas temperaturas é conhecido há 2.500 anos, desde quando os egípcios faziam uso do frio para tratar feridas e inflamações e os gregos utilizavam gelo ou neve para estancar um sangramento ou reduzir um inchaço.
Temperaturas baixas favorecem a vasoconstrição, diminuem a sensação de dor e reduzem inflamação, edemas e metabolismo.
Essas características não mudaram com o tempo, mas suas possibilidades de aplicação se expandem cada vez mais, na forma de uma técnica que ficou conhecida como hipotermia terapêutica.

Atletas também buscam formas menos invasivas de usar o frio como tratamento.
A técnica é bastante usada por aqueles que exigem muito da musculatura. "A ideia é causar um resfriamento da área e vasoconstrição. Também diminui as microlesões e provoca sensação de alívio, pois o gelo dá uma anestesiada na região", diz Daniel Portella, fisiologista do Corinthians.
Ao mergulhar os membros mais exigidos em água com gelo, os vasos sanguíneos se contraem e, no caso de um trauma agudo, esse mecanismo reduz inchaços e inflamações.
O judoca Tiago Camilo, medalhista na Olimpíada de Pequim, também é adepto da técnica. Três vezes por semana, ele faz levantamento de peso para fortalecer a musculatura. Depois, passa cerca de dez minutos em um tonel de gelo, para se recuperar para o próximo treino à noite, de judô.
"Isso me deixa mais disposto. Comecei a fazer um trabalho mais contínuo. Sinto que a musculatura se recupera mais rapidamente e não tenho tanta dor muscular", diz.
Ainda em estudos, pesquisadores de Harvard buscam um novo mecanismo, que chamaram de criolipólise, para facilitar a quebra das células adiposas e eliminar gordura localizada de forma não invasiva. O método foi apresentado no encontro da Academia Americana de Dermatologia.
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De acordo com um trabalho publicado na revista "Lasers in Surgery and Medicine", a técnica consiste em resfriar a região a até -7ºC de cinco a 15 minutos. O resfriamento causaria uma paniculite (inflamação na gordura subcutânea) e uma posterior perda dessa gordura.

Numa fria
Procedimentos à base de temperaturas baixíssimas aumentam sobrevida, reduzem riscos e tratam pacientes

No cérebro
Durante a cirurgia para AVC, aneurismas e tumores, gelo é colocado no local, para reduzir inchaço e metabolismo e facilitar os procedimentos

Na cabeça
Pacientes que serão submetidos à quimioterapia usam uma touca com gel congelado a -25ºC por 15 minutos antes do início da sessão. A vascoconstrição faz com que os medicamentos da químio atinjam o bulbo capilar com menos intensidade

Nos músculos (principalmente nas pernas)
Atletas ficam submersos em um tonel ou banheira com gelo por até sete minutos, para recupeção dos danos causados pela competição. Com isso, reduzem-se inflamações, e a liberação de toxinas produzidas durante o exercício é acelerada

No tecido adiposo (gordura)
Uma nova técnica desenvolvida em Harvard (a criolipólise) consiste na aplicação de uma placa gelada sobre a pele. Isso gera uma inflamação nas células gordurosas, o que levaria à eliminação do tecido gorduroso

Na pele
Pequenas quantidades de nitrogênio líquido (em temperatura de até -270 ºC) são aplicadas em áreas da pele que sofrem de manchas, tumores, verrugas e outras doenças e "queimam" a região, tratando o problema

Sem comprovação científica, alguns centros de estética e spas da Europa e Japão oferecem câmaras geladas (a até -150 ºC), alegando que passar alguns minutos sob frio congelante reduz rugas, celulite e melhora a aparência da pele

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Campos, RJ, Brazil
Professor, Mestre em Ciência, assessor esportivo, maratonista.